Editorial 06-05-2017
Pedro Feytor Pinto, que mediou as negociações que levaram à rendição de Marcello Caetano, no Quartel do Carmo, diz que o actual governo "é uma espécie de vingança do Dr. Salazar", a prova de que tinha razão. E que Portugal continua sem fazer a análise de ter passado de império a um país com menos de 93 mil quilómetros quadrados.
Sobre o actual presidente da república, esclarece: "Marcelo Rebelo de Sousa é uma criatura de Marcello Caetano".
Na verdade, é muito sob estes dois “estados”, ou melhor, estes dois pressupostos que o país gira, com promessas e mais promessas de melhores dias, nenhuma medida posta em execução pela geringonça para melhorar a vida da população, antes pelo contrário. O prometido estado social está cada vez mais “sUcial”. Os impostos sobem e consigo o custo de vida, e quanto a aumentos, ou outras melhorias sociais só no papel.
Deixemo-nos, todavia, de lamúrias. Quero lá saber, pois estou quase só, que Marcelo ande por aí a saltanicar, a passear, a viajar, que procure consensos embora denote não o fazer com senso?
Estamos na Queima. É festa, festa de truz. Única, inigualável. É a festa da malta universitária; é a festa mor da cidade de Coimbra. Gozemo-la. Vivamo-la.
E o Ponney, que sempre esteve ligado à academia – Castelão de almeida foi uma figura ímpar – saúda, e agradece, todos os membros da Comissão Central da Queima das Fitas deste 2017, e bem assim a todos quantos contribuíram para a realização da maior festa dos estudantes deste país, a nossa saudação muito sincera com os votos de que todo o esforço despendido possa registar a justa recompensa: um êxito estrondoso.
E tu, antigo estudante, dá ar às fitas, deixa-as esvoaçar de novo: entra no “jogo” do cortejo, junta-te ao grupo que, para pesadelo do Carlitos, o abre.
ZEQUE
