Editorial 07-01-2017
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Este é o primeiro número de 2017, um ano que todos esperam seja bem melhor que o anterior, em que houve de tudo, e muito do tudo ficou por fazer.
A CGD, problema de grandes custos para o erário público, por força de coragem política, tem vindo a ser sistematicamente adiado.
Na verdade, depois de anos de governança entregue aos “protegidos” e “filhos naturais” dos partidos do arco do poder, presumível fonte de rendimentos ilícitos, a maior instituição bancária portuguesa carece de ser recapitalizada, dizem os entendidos que andam sempre a par destas coisas, com cerca de sete mil milhões de euros, importância, obviamente, a sair dos bolsos dos contribuintes, que, na sua quase totalidade, nada tiveram a ver com os desmandos dos banqueiros e amigalhaços, deles e/ou dos governantes.
O Banco Novo, emanação falida do falido BES, está à venda. Há compradores, mas a preço da uva mijona. O governo titubeia, e lança a ideia de nacionalizar. Trema-se. Pense-se na nacionalização do BPN e pergunte-se a que bolsos foram parar os muito milhares de milhões que o desfalcaram. Teme-se o mesmo jogo para o Banco Novo.
Nem tudo é mau: a Universidade de Coimbra, melhor, as suas Faculdades, honram a cidade e o País, afirmando-se cada vez mais nos contextos internacionais; o presidente da edilidade, porém, “terceiro-mundiza” a cidade, arrasta-a em queda para uma posição subalterna, que nunca ninguém esperou, do leque das cidades portuguesas.
O Ponney, espera-se, vai continuar a crescer: cínico, crítico, humorista e humorado.
Para todos um bom 2017.
ZEQUE
