Editorial 08-10-2016

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Dia especial o meu, hoje. Se bom, se mau, logo se verá.

Donald Cilton e Donald Trump, candidatos à presidência dos USA, usam e abusam de trampas e hilaridades para se combaterem, mas o mundo já não é o mesmo: peças digitais hibernadas trazidas a público mostram à sociedade que nem “o” um nem “a” outra têm qualidades suficientes para assumiram o comando de um país que se quer – ou querem – líder do mundo.

Prometem, prometem, com tal convicção que as pessoas acreditam nos discursos falaciosos dos mandantes. E, no entanto, como diz a canção, “A vida é gosto e desgosto/ Mentira, tudo mentira”: o parque da cidade definha – que saudades do tempo do sr. Matos! - Parque Verde, apresenta-se degradado, nojento, abandonado; e o rio Mondego cada vez mais assoreado. Dói o coração de quem se sente enganado, de quem gosta da cidade em que vive. Não deve ser o caso do mercador MM.

O vale das flores está transformado em vale do lixo; e não bastava o desasseio que orna os passeios das ruas, veio agora a saber-se que, nas traseiras de uma residencial do Instituto Politécnico, abundam detritos humanos em grande escala produzidos por pessoas não adaptadas, adaptáveis ou que não querem adaptar-se a um tipo de civilização que é a nossa, a portuguesa. E as polícias, a municipal, assobiam para o ar...

Guterres e Marcelo estão na berra. Por razões diferentes, mas afins: um vai ser o presidente do mundo; outro mantém-se o presidente de um cantinho à beira-mar plantado e com filhotes no meio do atlântico. Têm percursos políticos quase paralelos, com altos e baixos. Fala-se deles, esquecendo-se casos: o bom do Guterres, o“picareta falante”, que teve com ele Sócrates e Vara, embora disfarce, continua igual a si próprio; Marcelo mantém, mais refinado, o sorriso postiço e esgárico.

Esqueça-se tudo e honre-se Guterres, porque soube lutar por um lugar que conseguiu. Com pecadilhos ou não, houvesse assim mais portugueses.

ZEQUE