Editorial 10-09-2016

 

EDITORIAL DE 10.09.2916   

Coimbra está órfã e entregue aos bichos. O governo goza e a edilidade, conivente, mete o rabinho entre as pernas,

As dificuldades do país não justificam tudo; o ódio visceral, o despeito e a falta de integridade, sim.

Não há “dinheiro” para Coimbra, mas há-o, e bastante, para as grandes metrópoles ou regiões em que o peso dos votas se faz notar.

O desassoreamento do Mondego, cuja necessidade, todos clamam e proclamam foi anunciado, depois denunciada, e, por fim, apenas adiada. Até lá, com certeza, encontrar-se-á uma nova solução, sui generis: novo adiamento.

O metro Mondego, cujos cálculos terão assento num metro equivalente a noventa e não a cem centímetros, foi mais uma vez engavetado: não tarda muito, o LNEC fará o centésimo estudo sobre o empreendimento. É obra! Ou melhor, seria se não supuséssemos que a sociedade do Metro foi constituída para enganar os papalvos e dar empregos chorudos a uns tantos beneficiários...  O metro jamais entrará nos carris, porque não há dinheiro para os novos e os velhos parece que foram parar à Venezuela onde pontificava um amigo de um ex-primeiro ministro. Pode ser que, com um pouco de sorte, a Galiza ofereça, para o ramal da Lousã, os carris entre Vigo e Valença e as carruagens do celta.

Nas obras na estação velha já ninguém fala: Aveiro ganhou mais uma vez. E a cidade, abúlica, sem bairrismo, cala. E quem cala consente. 

O parque verde continua lixeira. Como quase toda a cidade. A avenida central vai avançar. Palavra de Machado em que se não acredita.

Importante, e valha-nos alguma coisa positiva, foi a compra de cinco autocarros para os SMTUC, com direito a exibição pública no espaço frente à sede camarária, mas sem direito à festarola conveniente, com banda de música e benzedela.

Morreu um HOMEM BOM a quem a Cidade, a Universidade e o País muito devem, o Professor Barbosa de Melo. Que descanse em paz.

ZEQUE