Editorial 10-12-2016

 

Hesito. Hesito entre frases de Jorge de Jesus e uma de Marcelo.

Hesito. Jorge de Jesus é sobejamente conhecido pela sua linguagem ”sui generis”; Marcelo, que acusam de ter enganado meio mundo, é uma contínua caixinha de surpresas.

De Jesus, o sportinguista, recordo a frase  ”Vocês os quatro formem aí um triângulo”; de Marcelo leio que terá dito “A estabilidade política não é mera estabilidade governamental, é estabilidade de regime”.

Não sou dos que acham, sou dos que pensam, ou, pelo menos, que julgam que o fazem.

Marcelo, em quem votei, surpreende-me no contínuo dos dias que passam céleres. É o presidente dos afectos; é o homem sombra de Costa; é o motorista do dito por alguns minutos. Ou vice-versa.

Sim, creio que Marcelo é um “vice-versa” de atitudes e humores, mais arreigados após a visita a Fidel Castro, que, não obstante a proximidade da morte, não foi para lhe dar a extrema-unção...

Aparentemente, Marcelo anda a reboque de Costa, ou seja, da “geringonça”: onde está um, está o outro, com Marcelo a louvaminhar autoeleito primeiro-ministro, a “dar-lhe corda” e rebuçadinhos. E, no entanto, parece-me, mais não faz que “dar-lhe orientações”. Aliás, bem vistas as coisas, Marcelo actua como se estivéssemos num regime de governo presidencialista: ele manda, orienta todos os ministérios, manda recados para a oposição, e faz de Costa o ministro da propaganda, pau para toda a colher.

Bem, como disse Jorge de Jesus, “O que é que a gente vai fazer? Lutar como? Só se for na play Station. Na Play Station eu consigo resolver isto”. Eu, francamente, não!

ZEQUE