Editorial 11-02-2017

 

Chove, fria, esfria e resfria; cai neve na carteira dos portugueses.

Não compreendo como é que um presidente, que se diz de todos os portugueses, consegue marchar à frente da geringonça, abrindo-lhe caminhos, antecipando-se no “vamos fazer”, desculpando o indesculpável.

Não compreendo como é que um presidente que se tem por inteligente, dá cobertura a um ministro que não é capaz de assumir a verdade: deu o sim à administração contratada para a CGD mas teve de fazer marcha à ré, porque o combinado era ilegal.

Não se entende como é que um primeiro ministro, “in nomine”, ministro da propaganda “in esse” que só promete, promete, e nada cumpre, continua a ser benquisto do presidente, dos prosélitos, e daqueles a quem massacra com imposto e mais impostos, arrastando o povo para uma não mui distante miséria e o país para a bancarrota. Marcelo e Costa são, na verdade, dois “casos de estudo” – ainda não donos disto tudo – com uma impreparação económica e financeira a toda a prova para a governação do país; e o ministro das finanças um governante (?) desastrado e desastroso.

Coimbra está uma desgraça: cai aos pedaços; o lixo amontoa-se nas ruas, nos becos e nos gabinetes. A escola secundária José Falcão, que antes foi Liceu de Coimbra e Liceu Normal D. João III, é um dos exemplos mais caricatos da cidade. É certo que a culpa primeira pertence ao estado, que, gastador em superfluidades, esquece o que é importante; no caso a manutenção de um edifício de grande importância para a cidade e, sobretudo, para quem o frequenta. Todavia, na falta do estado, não poderá a Câmara substituir-se-lhe ou “bater o pé”? Está visto que não: a cidade está entregue aos bichos.

A Académica perdeu na Madeira. Mais um desastre! Um problema sem solução à vista.

O tempo continua a arrefecer. Já gela.

ZEQUE