Editorial 11-11-2017

 

EDITORIAL de 11-11-2017

Arrepio-me.! Leio e ouço notícias, e pergunto-me se não estarei a sonhar.

A corrupção existe. A todos os níveis, percebe-se. É certo que sempre existiu, principalmente para pequenos favores, tais como o do contínuo de repartição que trocava a ordem dos processos ou do porteiro de fábrica que “guardava” senhas de entrada para os “amigos” condutores de viaturas de carga nas empresas. Outrossim, nas manutenções militares por pessoas de baixa patente, ou, noutros casos que envolviam meios financeiros mais “poderosos”, de patente até à de capitão.

Conheci-os de todos os calibres. Sabia e sabia-se que ai de quem fosse apanhado.

Agora não. Parece fazer-se gala em ser-se corrupto. Não vale a pena falar em Sócrates, Vara, Salgado ou outros que tais, “inocentes” para os seus apaniguados, pessoas imaculadas até que sejam condenados, nem de outros famosos “difamados”. O que me surpreende mais,  embota já nada me devesse surpreender, é saber que numa corrupção em organismo militar está envolvido, pelo menos, um oficial superior e que ninguém, NINGUÉM, tomou a iniciativa de o demitir compulsivamente, sem direito a quaisquer indemnizações ou reforma, uma medida exemplar de aviso a outros que estejam situação idêntica na escala do gamanço.

Bem prega o ministro, com ar cândido, que a Saúde está bem e se recomenda. Todavia, como bem se sabe, está muito mal devido à população velha e podre, bem podre como o disse um ministro do actual governo no seguimento do vocalizado, em tempos idos, pelo rapazola do PSD que atribuía a crise do país à peste grisalha” da população.

A “legionella” volta a atacar, Desta vez num hospital público. Fala-se pouco no caso. Em Vila Franca, falava-se bem mais. O governo era de outra linha. Todavia, o ministro da Saúde promete agir com toda a firmeza. Palavreado não lhe falta. Obras? Nem cheirálas quantomais vê-las.

Os agentes da autoridade continuam a ser agredidos pala malandragem criminosa. E ninguém lhes acode. Os presos querem melhor comida. Aceito perfeitamente: paguem-na; trabalhando, produzindo algo nos estabelecimentos em que estão “internados” por bom comportamento social.

Nas escolas, a comida é péssima. Uma aluna, que fotografou uma salada “melhorada” com uma lagarta viva, foi alvo de processo disciplinar. É assim: o governo trata os alunos esfomeados como reles delatores. Dá-lhes “murros” em vez de amor. É uma maneira excelente de mostrar a sua “paixão”, o seu empenho na defesa do “Estado social”.

Balelas, só balelas. A culpa, todavia, é dos execrandos programas de Nuno Crato, que o governo vai banir.

Aprender para quê?  Renasçam as “independentes”

Em Coimbra? Bem, em Coimbra, para além da “fuga” real do treinador da Académica, aconteceu já o desassoreamento do Mondego e iniciaram-se as obras de “readaptação” do aeroporto de Cernache.

Pobre Coimbra!

ZEQUE