Editorial 13-08-2016
EDITORIAL 13-8-2016
Apesar do tempo decorrido, continuam em voga os ataques cerrados a Rocha Andrade, um, apenas um, dos muitos convidados da Galp para assistir à final do Campeonato Europeu de Futebol em Paris.
Entre secretários de estado e deputados, vários foram os que viajaram com Rocha Andrade, mas só este continua na berlinda.
Percebe-se.
Não o conheço pessoalmente, e julgo que nunca me cruzei com ele nos corredores, bares ou, muito menos, salas de aulas da Faculdade de Direito ou de qualquer outra Faculdade. Sinto-me, por isso, com um à-vontade total para não o acusar pelo acto de aceitação que praticou.
No meio da podridão que campeia, Coimbra é, ainda, um oásis em que a honestidade, com alguma ingenuidade à mistura, dão ombro à solidariedade. Lisboa, pelo contrário, é uma cidade cheia de alçapões, de becos, encruzilhadas e pântanos prontos a engolir os incautos.
Numa sociedade de gente honesta, aceitar o convite que, à semelhança de outros, aceitou, seria considerado normal: só se vende quem se deixa comprar, o que, tenho a certeza, não é o caso de Rocha Andrade. Mas também tenho a certeza de que – e fala a experiência – está a ser vítima de uma tramoia de “alguéns” que o querem afastar para melhor negociarem os milhões em débito da Galp às Finanças.
Lembram-se do que aconteceu ao ministro da economia Álvaro Pereira? Rocha Andrade que se cuide.
Jaime Soares avisa: “Há Uma Onda Terrorista Devidamente Organizada” E não só!
ZEQUE
