Editorial 13/03/2026
“HOJE É UM DIA DE GRANDE MISTÉRIO”
- Dizes que é “um dia de grande mistério” porque estamos numa sexta-feira dia 13? - Perguntei a um amigo que tinha acabado de dar a deixa para o título do Editorial desta semana.
- Não, mas olha que este ano, de 2026, é considerado especial por apresentar o número máximo de sextas-feiras 13 num só ano civil. As “sextas-feiras” que calham ou calharam no dia 13: em Fevereiro, Março (hoje) e vai calhar em Novembro - alertava-me um amigo que não acreditava em bruxas, mas que ia sempre repetindo: “mas que as há...lá isso é verdade!”
E assim o calendário prega-nos uma partida que mexe com o subconsciente coletivo. Acordamos sob o signo da Sexta-feira 13, uma data que, para uns, não passa de um detalhe numérico, mas que, para muitos outros, carrega o peso de séculos de superstição, cautela e fascínio. “Hoje é um dia de grande mistério!”
Num mundo dominado por algoritmos e certezas científicas, por que é que esta data ainda nos faz hesitar antes de passar debaixo de uma escada ou de tomar uma decisão crucial? Talvez porque o ser humano tenha uma necessidade intrínseca de manter vivo o "encanto". O mistério não é apenas o medo do azar; é o reconhecimento de que nem tudo na vida pode ser explicado pela lógica dedutiva.
A verdade é que desde crianças somos seduzidos com mistérios. Os mistérios são algo que nos provoca uma incrível curiosidade. Para lermos, a curiosidade tem que ser suficiente para procurarmos superar o desafio que é a leitura (um ato que exige alguma paciência).
Seja por crença ou por mera diversão, o dia de hoje convida-nos a olhar para além do óbvio. Numa sexta-feira como esta, o mundo parece ligeiramente mais elástico, as sombras mais longas e as coincidências mais carregadas de significado. Sobretudo quando se esbanja tanto dinheiro público, sem que haja responsáveis, e depois ainda ouvimos discursos proferidos por responsáveis que não há dinheiro.
A curiosidade despertou-nos quando está a acontecer tantos casos misteriosos no Convento de São Francisco em Coimbra. Parece que este equipamento cultural, muito caro a todos nós, está sob o domínio de alguma maldição, onde o dinheiro nunca chega.
Para satisfazer a curiosidade, O Ponney foi espreitar atrás dos panos do Convento de São Francisco, esclarecendo o que foi demasiado simplificado pela vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Coimbra. O artigo que abre esta semana tem o título: «QUEM TRAMOU O CONVENTO DE SÃO FRANCISCO?» Como é que uma estrutura que é tão cara está a ser tão misteriosamente mal gerida? Ler para saber um pouco mais.
É a nossa função, enquanto jornal O Ponney, que possamos ir um pouco mais fundo do que dar apenas dados. Pois transformamos os dados em informação. O segundo artigo «POR TRÁS DA FALTA DE EMPREGO EM COIMBRA» explica que a questão é mais profunda do que a simples ideia de captar empresas para Coimbra.
«PRECONCEITOS E FORMAÇÃO » é o artigo que nos leva aos problemas que levanta a questão da formação para o mercado de trabalho: seja formação mais imediata ou formação mais académica. O que se anda a passar que não nos apercebemos?
Para quem tem curiosidade para perceber se os diversos governos nacionais se preocupam ou não com a Educação temos dados, no artigo « GOVERNOS SEM EDUCAÇÃO» que nos levam a perceber a tendência de diversas políticas que mantêm a mesma falta de interesse na Educação em Portugal.
A falta de visão estratégica na formação leva-nos ao artigo «ODISSEIA NA FORMAÇÃO EM PORTUGAL», onde se revela que não há estratégia política para o futuro. As respostas vão-se dando conforme aparecem problemas imediatos e sem noção do que deve ser ou para que caminho devemos enveredar para não cairmos nas armadilhas dos mercados económicos. Isso seria política em oposição a medidas das partidarites.
Temos a nossa semanal tira de banda desenhada da Dani que nos dá informação importante sobre mantermos o estilo de vida de povos do Mediterrânico.
Nos artigos de opinião temos a nossa amiga Maria Júlia que nos fez a proposta de ir escrevendo uma história para acompanharmos semanalmente. Uma grande escritora que vai nascer pelo nosso O Ponney.
Manuela Jones, a nossa sempre presente amiga, traz-nos desta vez «A TEMPESTADE CHRISTINE E OS DESAFIOS PARA AS FLORESTAS EM PORTUGAL». Muita coisa para fazer e tão pouco planeamento estruturado.
Muitos outros artigos podem levar a um certo esclarecimento de mistérios.
Desejamos um bom fim de semana com boas reflexões para o nosso voto de confiança.
José Augusto Gomes
Diretor do jornal O Ponney

