Editorial 14-01-2017

 

O tempo passa célere e os acontecimentos acontecem em catadupa, donde a dificuldade em escolher um ou dois temas para comentar.

Pensar Marcelo é o óbvio do inusitado, dos afectos ao disparate dos juros, ou da glória triunfal de uma chamada telefónica – se não foi no Skype ou no Viber – para o enigmático Donald Trump a informar que existe e está pronto a ensinar-lhe os truques da convivência feliz com o povo (panem et circenses).

Recordar Soares, não: causa-me engulho a beatificação idolatrada com que o evocam e invocam. Vêm-me à memória os “Contos Proibidos”, de Rui Mateus, e os textos de Vera Lagoa. Encolho os ombros e penso: RIP.

Da cidade, pouco há a dizer, e o que há é mau. Para além do desleixo, custa-me notar a apatia com que se olha a vinda do Papa Francisco a Fátima e nada se ter feito – ou se fez, cala-se – para o trazer à cidade da juventude, à cidade que tem uma das mais antigas Universidade da Europa. Parece que Braga se está a impor cada vez mais, não pela vetustez da universidade nem do conhecimento dos seus Mestres, que, nisso, Coimbra é inatacável.

Ah! Após uma “investigação” feita pela RTP, ficaram na berra os livros escolares, caros, caros até mais não. Apontam-se os defeitos e outras coisas mais. Mas não se propõe uma solução, tão simples afinal de encontrar.

O ano começou frio e assim vai continuar. Ainda se chovesse a sério…

ZEQUE