Editorial 15-04-2017

 

Coimbra cada vez mais pobre. Uma cidade não pode ser gerida à espera do que vem: tem de procurar, partir à descoberta e trazer negócios e outras actividade novas, ou de volta, implantá-las e fazê-las crescer. E nada disso acontece: Manuel Machado, depois de alguns anos de sono, acordou novamente para as rotundas; e, vamos lá, para a limpeza das ruas. As ordens superiores, julga-se, foram um toca a mexer que se faz tarde

Nas ruas, em geral, passeiam-se cinco pessoas: uma trabalha e quatro dão ordens. Tudo em prol da baixa do desemprego, o que, se não é de louvar, é de aprovar. Quer dizer…

A “descentralização administrativa” do país está em bom andamento. A Gulbenkian fez um estudo, e, pelo que se sabe, a Coimbra cabe uma faiazinha, uma espécie de enclave que abrange o rio Mondego e as povoações limítrofes. Viseu e Aveiro caíram no canto de sirénico Rui Moreira, não resistindo ao apelo; Leiria inclina-se para Lisboa, que, como diz o povo, para baixo é que é o caminho: é lá que, por métodos nada ortodoxos, se enriquece forte, tais as notícias cada vez mais “motivantes” da imprensa sobre escândalos financeiros.

E Machado? Bem, Machado, nicles batatocles: Machado em boa linguagem popular, está-se nas tintas. Nós, não.

Trump resolveu fazer das suas. Com os paióis cheios de armamento, mandou despejar algum sobre a Síria e sobre o Afeganistão: na Síria para brincar às guerras; no Afeganistão para “aquecer” uns bons palmos de terra que apanharam com a “bomba mãe” em cima, um desperdício de fogo para “apenas” trinta e poucas pessoas, terroristas, já se viu.

Na Académica-OAF, o presidente da direcção demitiu-se; nada o fazia , mas aconteceu. Uma bomba inesperada, ribombante.

Três bombas, três guerras. Não há vencedores nem vencidos: há os atrevidos e há os demitidos.

ZEQUE