Editorial 15-10-2016
Aqui d’el-rei, quem nos acode?
Um presumível ladrão apanhado a roubar, sem escrúpulos nem sentimentos, mata um guarda da GNR, fere outro com gravidade, mata um civil e deixa a sua esposa ou companheira à beira da morte. E foge.
Coitadinho, merece um julgamento que lhe defenda os direitos de cidadão, apressam-se a dizer as almas bondosas muito amigas dos direitos humanos, muito amigos da legalidade enquanto a desgraça lhes não bater à porta.
Pois, pois. Um agente da GNR matou um jovem que o pai e comparsas levavam na bagageira de um automóvel, “invisível”, e D, Constança, sem dó nem piedade, condena-o à miséria por ter combatido marginais. É a vida, a vida de quem nunca teve vida para além dos gabinetes, ou de quem tem sentimentos recalcados que embotam a serenidade de julgamento, pois aplicar a lei – no caso, duvidosa – não é o mesmo que fazer justiça.
Guardas da GNR, aos magotes, abandonam os postos e apresentam atestado médico, possivelmente tão falsos quanto a doença, que, no fundo, não passa de medo, medo de perdera vida em qualquer encontro com gatunos ou traficantes, medo de perderem o emprego se reagirem.
Radicalizo-me: não pode haver temor: aos agentes da autoridade deve ser dada autorização para dispararem sempre que qualquer facínora ou quejando puxe por uma arma: os agentes da autoridade passam a andar mais afoitos e conscientizados dos seus deveres, e os cidadãos sentem-se mais protegidos,
A lei não permite? Mude-se a lei.
ZEQUE
