Editorial 17-06-2017

EDITORIAL DE 17-06-2017

Fica-te mundo cada vez pior, ouvia eu dizer isto com alguma frequeência a pessoas mais idosas. Hoje, na inversa, digo-o as jovens, para que o futuro possa ser bem melhor e não pior.

Os espanhóis – nuestros hermanos, para alguns – resolveram embirrar com o futebol português. Além dos futebolistas que o fisco de sua majestade persegue – honra lhes seja se a “perseguição” é justa – também a imprensa desportiva decidiu “diapasonar” sobre o futebol da banda de cá da fronteira. E, para eles, nada mais nada menos que o futebol português estar em “extinção.

Compreendo-lhes a dor de cotovelo; e compreendo que assim o entendam face ao imbróglio, à mesquinhez e à safadeza dos chamados três grandes, com dirigentes a acusarem-se mutuamente de corrupção de primeira apanha; aliás, uma luta pouco séria de dois contra um, quando deveria ser – e deve haver razões para isso – o inverso, seja um contra dois, no conjunto dois contra dois.

Todos nós julgamos saber – e sabemos sem o poder demonstrar – que, no que acusam o Benfica – corrupção de arbitragem – nenhum dos antagonistas está virgem; os três têm os seus “sistemas”, ora mais oleados uns, ora mais oleados outros.

O assunto é grave, muito grave mesmo. E a provarem-se as acusações, na verdade, o melhor é fazer a vontade aos espanhóis e dissolver os três clubes e “satélites” das aldrabices, e meter na prisão os corruptos, o que levaria a pedir emprestadas algumas cadeias ao diversos estados da união europeia.

Em 1966/7, a Académica sofreu na pele, melhor, na classificação, os “(e)feitos” do sistema do Benfica; e na de 2015/6, os efeitos de um sistema mais sofisticado. A corrupção, nos diversos componentes, implantou-se fortemente; e já não é um qualquer herbicida que o consegue eliminar.

O Metrobus teve pouca dura: já não circula nos jornais; pifou. Vai regressar, com intermitências, em setembro, para morrer de novo nos finais de outubro. Al como a Estação Velha, mero apeadeiro face à estação de Aveiro. MM podia explicar os porquês, mas está-se nas tintas.

Para Costa, a Agência Europeia do Medicamento só pode ter sede em Lisboa. Coimbra está já fora de questão; e o Porto, até à realização das eleições municipais, quase, quase. Neste, como noutros casos não se pode contar com o presidente da edilidade. Marcelo, de braço dado, continua a correr mundo. No Brasil, apelando ao consenso, “insultou” Temer.

No meio destas barradas todas, pouco importa o consenso; esperam-se sim, atitudes com senso.

ZEQUE