Editorial 18-02-2017
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Poder-se-ia dizer Coimbra em festa, mas o melhor será dizer apenas Universidade de Coimbra de êxito em êxito, e, no inverso, a edilidade citadina de lixeira em lixeira.
Andavam parta aí a deitar foguetes, a dizer que um Instituto de determinada cidade iria “chefiar” o programa “Indústria 4.0”, e, de imediato a castanha rebenta na boca: em Coimbra, na sua Universidade, o Secretário de Estado da Indústria assina o primeiro protocolo de cooperação para a referido efeito, uma estratégia nacional para a digitalização da economia que vai envolver cinquenta mil empresas e tem um investimento de 4,5 mil milhões de euros previsto para os próximos quatro anos.
Não, nem a cidade nem o país têm a noção do que está a ser feito na Universidade da Lusa Atenas, a cidade do conhecimento: a robótica está em grande; o CHUC cria novas valências em telemedicina, apoiando diversas unidades de saúde no país e no estrangeiro; e, outros projectos estão na forma ou já praticamente concluídos.
E se a Universidade ferve, a edilidade esfria: queixa-se a NERC (Associação Empresarial da Região de Coimbra) de não ter merecido a atenção de João Vasconcelos, o secretário de estado que esteve na cidade. Não culpando ninguém, faz subentender que culpa foi de uma edilidade sem ideias, que gere mal o que vai acontecendo, sem perspectivas para o futuro.
Galamba enfiou Marcelo e Centeno no mesmo saco; PS, PCP e BE não querem deixar vir a lume o nome dos grandes devedores da CGD. No mínimo, tudo muito estranho.
ZEQUE
