Editorial 19-11-2016

 

Já nada me espanta. Nada! Leio nos jornais que o ilustre – pensa-se ele - presidente da edilidade conimbricense terá afirmado numa reunião de assembleia municipal que, em Coimbra, nenhuma empresa será bem acolhida caso venha pela “ganhuça, à procura de terrenos e de mão-de-obra barata”.

Não cuidei de saber se a reunião foi de manhã se de tarde, porque, corre por aí, o estado de espírito do edil muda muito com as circunstâncias e as horas.

Convenhamos: desde que MM “recuperou” a câmara, Coimbra, a nível interno, está em degradação física absoluta, porca e malcheirosa; e, a nível externo, quase já nem no boletim meteorológico aparece. Não fossem os contínuos safanões dados pelas várias Faculdades da Universidade – primeiras entre as primeiras do mundo – com novas descobertas, Coimbra teria colapsado. A mediocridade tem o seu preço.

Nunca percebi porque há de a Comissão de Turismo do Centro estar sediada em Aveiro, onde funciona, mas mal. Talvez por isso, Almeida Henriques, ao “ligar-se”, em jogos de interesses, à Comissão de Turismo do Norte, "jogando" com Rui Moreira interesses afins, afirmou que o fazia porque “quem não tem cão caça com gato”. Esqueceu-se, ou não sabe que é impossível caçar com gato, animal independente que caça para ele e só para ele, quando muito para alguns da família. Por isso, o ditado não é como Almeida Henriques o pronunciou, antes, ”quem não tem cão caça como gato”, isto é de modo inteligente, sorrateiro. No caso, Almeida Henriques mais que gato é a presa e Rui Moreira, esse sim, o gato.

O desassoreamento do Mondego e o ramal da Lousã já têm data marcada: dia de S. Nunca à tarde.

MM pavoneia-se por aí embriagado de felicidade. Que pena!

ZEQUE