Editorial 20-08-2016
EDITORIAL 20-08-2016
A passo acelerado, Portugal está a transformar-se rapidamente no oásis da miséria, não apenas da que resulta da pobreza material extrema mas também da miséria intelectual, moral e social que enxameia os areópagos das decisões políticas e económico-financeiras.
Gente a rondar o medíocre menos, despudorada, apoiada por uma maioria imbecilmente revanchista, tomou de assalto e de assento os poderes decisórios e impositores do país, e, para cobrir promessas impossíveis de vencimentos, aumenta despudoradamente os impostos sobre bens diversos: de necessidade relativa, uns; de necessidade absoluta, outros.
O país ardeu em boa parte. Sem meios suficientes, os combates aos fogos foram um fracasso. Os tostões poupados nos meios aéreos ficaram caros ao país.
Costa é cada vez mais o governo: só ele se faz ouvir no seu entaramelar de falas e falácias; Centeno desapareceu do mapa; a Doutora Susana, arrancada ao bem-bom do laurear a pevide em terras algarvias, foi atirada para os fogos do interior; e Santos Silva está recatadamente a preparar o assalto. Valha-nos um Andrade, o Barros, a servirem de bombo de festa.
Anestesiado, em coma profundo induzido, Portugal caminha para o fim.
ZEQUE
