Editorial 21-07-2017
É isto: passam-se meses e meses, por vezes anos, para se chegar à conclusão que qualquer comum dos mortais colhe num ápice: as cheias que assombraram, e ensombraram, a pacatez da urbe, destruindo o parque verde e, ferindo gravemente o mosteiro de Santa Clara-a-Velha, pertencem exclusivamente, ou quase, à EDP, senhora e gestora da barragem da Aguieira. Desleixo inconsciente talvez seja a razão; ou então, e é grave, desprezo por pessoas e bens a montante.
Quando se pensava que os prejuízos iam ser cobertos pela EDP, agora chinesa, vem a saber-se que não: pelo que se julga saber – consta será termo mais adequado – a verba para a reparação dos estragos vai ser retiradas de fundos comunitários retirados do montante que caberia a outros monumentos, designadamente Sé Velha e mosteiro de Celas, que tão carecidos estão de serem restaurados.
O sistema de vigilância instalado na Baixa de Coimbra, por motivos burocráticos, está desligado desde há anos. Segundo o Ministério da Administração interna, o processo de vigilância, que já funcionou, está em fase de instrução processual na Direcção Nacional da PSP, em Lisboa; sim, na chula Lisboa.
Estas situações, apenas dois exemplos da falta de força do comando da edilidade, que, dia a dia, não enobrece, antes empobrece, a cidade.
Dois murros na mesa, de partir a loiça, poriam as coisas no sítio. Falta, contudo, a coragem.
Amanhã, a Académica joga nos Açores. Espera-se uma vitória de modo a galvanizar a equipa para os jogos que vêm a seguir, e em que se não podem perder mais pontos.
ZEQUE
