Editorial 22-10-2016

 

Prémio Nobel

Ser “Nobel” deve dar uma satisfação fantástica, única, aos felizardos. Desta feita, e contra todas as espectativas, a sorte grande calhou a um músico de quem nunca li uma linha nem ouvi nada de especial: “chauvinista, só gosto de música portuguesa, especialmente da de Coimbra. Patetice? Pode ser, mas não há volta a dar. Não sei, por isso, se o prémio foi bem ou mal atribuído; penso, sim, que alguns escribas e escrevinhadores da língua portuguesa mais uma vez ficaram de boca amarga; frustrados porque não se capacitam de que mostrar-se “humanista” “universal” e, sobretudo, “maneirista” de esquerda, só dá prémio se houvera protecção do decrépito mas ainda mandão Fidel.

Bob Dylan foi o felizardo deste ano. E se a contestação veio à baila de vários quadrantes de putativos pretendentes, choca mais ouvir - quer dizer, ler - um membro da Academia Sueca, o académico Per Wästberg, criticar, ontem (sexta-feira), o comportamento "mal-educado e arrogante" de Bob Dylan, que ficou em silêncio após ter sido anunciado como vencedor do prémio Nobel da Literatura a 13 de Outubro.

O frente a frente entre Trump e Hillary Cinton foi um “reality show” à americana; a “caça” a Pedro Dias, o apagador de Arouca, um “reality show” à portuguesa sem a intervenção de Teresa Guilherme.

Embora contra todas as sondagens e espectativas, Trump vai ganhar; a Pedro Dias só faltam os documentos para “emigrar”.

Fica-te mundo cada vez pior!

ZEQUE