EDITORIAL 25-03-2017

EDITORIAL de 25-03-2017

Não fumo nem bebo; já bebi, mas nunca fumei  Li e fiquei estarrecido, pois estarreço-me com alguma facilidade. Para fazer a vontade a não sei quem – Europa é um termo muito vago, sem que isto signifique dizer alojamento de vagabundos – “Vai ser proibido fumar na praia”. Isto porque, também se lê no jornal, a Europa está contra “tabaco na praia”, podendo a medida abranger parques infantis e equipamentos desportivos. Se a medida fosse anunciada ao contrário, isto é, proibição em parques infantis e equipamentos desportivos, e, por extensão às praias, vá que não vá… E mesmo assim… É que, na verdade, salvo se em praias de “interiores”, que algum caça-troféus possa encontrar soterrada em qualquer edifício à beira-mar edificado ou em catacumbas, não se enxerga como em lugares que mais arejado não, se possa impedir alguém de dar uns “chupas” deleitosos – diz quem fumou – naquelas coisinhas redondas que levam à boca de vez em quando.

Diz o ministro da saúde que, diariamente, em Portugal, morrem tinta pessoas – se fossem 31 é que era um grande trinta e um! - vítimas de doenças relacionadas com o tabaco.

De não fumadores, quantas pessoas morrem em média por dia? Do álcool, por exemplo. Compreendo agora a metáfora do holandês que tanto se indignou com alguns países a gastarem as massas em bebidas alcoólicas e gajas, rascas na maior parte.

Mas como o comissário Europeu exige proibição de fumo nos espaços públicos, lá se vai o fabrico de pão a lenha.

Eureka! Enganei-me. Os elementos da câmara socialista cá da urbe não se fartam de apregoar aos quatro ventos – mais que o Centeio, o Cevada e dom Marmelo com os 2,1% - que a adjudicação da empreitada do desassoreamento do Mondego - frente à cidade? – vai ser uma realidade. Boa! Alegro-me. Mas cá estou para ver onde é que o município vai buscar os 15% com que tem de entrar, percentagem essa que deveria ser, porque de facto é, do poder central.

Com Machado e companhia, Coimbra saiu do mapa: não aprece nos noticiários nem no boletim meteorológico; e nem para o festival Zeca Afonso foi convidada a participar.

Estamos ditos. Melhor, estamos feitos se não houver uma mudança radical.

ZEQUE