Editorial 27-05-2017

Mundo cruel

 

O mundo, este mundo em que vivemos, tem três caminhos possíveis: a destruição rápida e dolorosa: a destruição lenta, mas já quase rápida; e a continuação sem grandes sobressaltos.

O problema das migrações está a provocar rombos enormes na segurança dos países da dita civilização ocidental, colocados por “inimigos invisíveis” já em pré-situações de estado de sítio, barris de pólvora, cegos e mudos, prestes a explodirem; uma guerra de ratazanas que põe constantemente a vida de cidadãos inofensivos em perigo. Manchester é o último exemplo.

A Inglaterra não prima pela hipocrisia, prima pela ação. E uma escalada de ataques a países árabes, protetores de terroristas, não é assunto inequacionável, podendo acontecer uma terceira guerra mundial a que poucos sobreviverão.

 

Apesar da pressão dos europeus (Alemanha, França, Itália, Grã-Bretanha e União Europeia), do Canadá e do Japão, Donald Trump não se comoveu, afirmando no final da cimeira: "Vou tomar a minha decisão final acerca do acordo de Paris na próxima semana!"; o mesmo que dizer que os Estados Unidos vão confirmar neste texto que continuam a refletir a sua posição em relação às questões climatéricas, enquanto os outros seis países do G7 irão reafirmar o seu compromisso com os acordos de Paris, um um resultado aquém dos de cimeiras anteriores, mas que já se esperava face a um Trump condenado à solidão, nas questões climatéricas.

A Coreia do Norte, depois de uma série de lançamentos de mísseis balísticos por Pyongyang. é não é um problema menor. Há quem prefira a Guerra à Paz!

A terceira via é contrária à dos belicosos. Saúde. Paz e Amor, precisam-se. Eliminar o caos da agrura climática, que o homem com a sua insensatez está a destruir, é urgente. A não arrepiar-se caminho, embora de modo mais arrastado, com a destruição de montes, rios e mares, a “morte lenta” do planeta acontecerá.

Desanimado? Não, receoso. Manchester foi mais um despertar de campainhas.

ZEQUE