Editorial 26-11-2016

 

Novembro, ao que parece, não vai deixar saudades a ninguém: frio, gelado e chuvoso, acarretou mais desgraças que graças.

Em estado de graça está a dupla “geringonça”/ Marcelo, cada um dos elementos a servir de chapéu-de-chuva ao outro, com acções de promoção que nada ficam a dever às do ministro da propaganda do Iraque, que, já com os militares americanos a escassos metros do hotel em que, junto da imprensa acreditada e desacreditada, marcara sede, ainda informava a quem o queria ouvir, e eram muitos, que os americanos haviam sido travados e batiam em debandada.

Enfim! O “diabo”, contudo, continua por aí e pode aparecer quando menos se esperar. E nem os conselhos de Fidel a Marcelo o livrarão do ridículo; salvo se, como quis fazer Otelo depois de visitar o líder cubano, pretender meter a oposição no Campo Pequeno. Mas isso seria o mesmo que tentar meter o Rossio na Betesga.

Morreu Fidel Castro; morreu um dos maiores ditadores do século passado. E, no entanto, raramente ouvi, ou li, que alguém o tratasse como tal, ou, também, que evidenciasse a miséria em que vivia o povo cubano: para a esquerda, a miséria nos seus é felicidade; nos outros, é escândalo, ignomínia.

Mais cá, intramuros, o Governo, pela voz de Pedro Marques, ministro do Planeamento e das Infraestruturas, garantiu que o projecto para o ramal da Lousã vai ser uma realidade, aguardando-se os estudos de viabilidade do LNEC para depois se apresentarem candidaturas a fundos comunitários

“Tá-se mesmo a ver, num tá”?

Com um governo de promessas – só promessas! – e um presidente de consensos,  o país vai longe, lá isso vai. Adivinha-se!

“Res no verba” já diziam os latinos. Mas, por cá, parece que ninguém se lembra disso. E um dia destes, quando a autoproclamada extrema-esquerda, a maior gameleira actualmente, se aperceber que está em vias de perder os tachos a favor do partido do en-Costa, e deixar de engolir todos os sapos, vai perceber, e sentir no corpo, que o destino dos idiotas – úteis ou inúteis – nunca foi coisa que se invejasse. 

ZEQUE