Editorial 28-01-2017
O tempo corre rápido pelo que os homens não têm tempo para aprender.
Coimbra, que foi a primeira capital do reino, e hoje, legalmente, ainda o é, está a tornar-se na cidade mais lixosa do país, o que significa do mundo semicivilizado. Está entregue aos bichos, e não se vê jeito de mudanças. Jaime Ramos ou Almeida Henriques, se o quisessem, poderiam ser boas soluções de futuro. Álvaro Amaro também.
O metro de superfície continua afundado nas gavetas. Criação de “mentes inteligentes”, apenas valeu para destruir algo que servia bem as populações, ainda que precisasse de modernização: o ramal da Lousã. Agora nem metro nem ramal. Os carris voaram, diz-se, para a Venezuela, e o dinheiro da venda permanece oculto. Isto no diz-se, diz-se; ou diz-se que disse. Os vencimentos milionários ainda continuarão a escorrer para as contas bancárias dos sortudos?
Há que pegar o toiro pelos chifres – pelos cornos tem mais impacto! – e, urge, dar um safanão ao assunto. Quem o pode fazer?
Sopram maus ventos na governação nacional. Marcelo, que escolheu ser o presidente dos afectos em vez da república, é o verdadeiro primeiro-ministro do país, tendo por mandatário Costa. Se dúvidas houvesse, a entrevista que deu à SIC mostrou-o à saciedade.
BE e PCP engoliram um sapo: queriam ficar bem na foto da TSU, mas o PSD – e as pessoas ainda o não entenderam – trocou-lhes as voltas: votaram com o PSD e não o inverso.
O presidente da república grega vem à Universidade de Portugal, mais conhecida por de Coimbra, receber o grau de Doutor Honoris Causa. Vai haver festa grossa, com honras de estado. Como presidente deste país em que vivemos, Marcelo, como não podia deixar de ser, vai estar presente. Espera-se que não estrague os rituais da festa. Com a multiplicação de afectos, esclareça-se.
ZEQUE
