Editorial 29-04-2017

 

A baleia azul é um cetáceo inofensivo. O jogo “Baleia Azul”, por aí a correr na net, não: está a causar danos graves – algumas tentaram e outras conseguiram suicidar-se - em pessoas menos avisadas, sobretudo psicologicamente afectadas. As autoridades identificaram já o seu autor, um jovem de 21 anos que poderá ser um dos administrados ou até mesmo o próprio criador do jogo.

No dia em se que “comemora” a primeira centena de dias da sua presidência, Donald Trump, sempre inesperado para não dizer outra coisa, vai faltar ao jantar de correspondentes da Casa Branca, quebrando, assim, a tradição. A relação entre o presidente norte-americano e a imprensa continua a fazer correr muita tinta, havendo quem a descreva como um verdadeiro 'espetáculo' misto, de várias facetas: uma Trumpada de todo o tamanho, bizarra e birrenta.

Kim Jong-un não é louco nem irracional, e é isso que o torna mais perigoso: quando lhe apetecer carregar no “botão da guerra” não avisa ninguém. China e Japão sabem-no; Trump pensa que lhe mete medo.

Por cá, por este torrão à beira mal plantado, ao contrário do que dizem Costa e apaniguados da “geringonça”, o país vai mal: as dívidas dos ministérios aos fornecedores galopam. Só aos bombeiros, o Ministério da Saúde – ou da falta dela -  devem mais de trinta milhões de euros, uma gota de água, contudo, no cômputo geral dos débitos estaduais.

Ser presidente dos afectos é fácil; difícil é impor directrizes ou corrigir desvios à governação: a banca está mal, recheada de “imparidades”; Vara e Santos Ferreira, primeiro na CGD e depois no BCP, “encheram” os bolsos aos amigos; não se vê que Marcelo exija ao governo o apuramento das responsabilidades, castigando-se exemplarmente quem, “facilitando” prevaricou.

Cá pelo burgo, a coisa continua feia; é o lixo e muito mais: a rotunda-barca da avenida Fernão de Magalhães continua a mostrar que foi uma opção, mas MM não dá o braço a torcer. É de homem, ou mais zinho.

O rio que banha o Parque verde continua a assorear-se. O ministério do ambiente, zeloso, opõe-se ao desassoreamento: se há que construir uma ciclovia até à figueira da Foz, porque não aproveitar o leito do rio dentro em pouco tempo sem água mas com areia bastante.

Convenhamos: Trump e Kim Jong-un podem não jogar bem da bola, mas não são os únicos. Há por aí muito mais gente já contaminada pelo esquizofrénico “Baleia Azul”.

ZEQUE