Editorial 30-09-2017

 

TIQUES

A noção de democracia é muito elástica; quer dizer, da extrema-esquerda à extrema-direita, se é que se podem catalogar as ideologias, as práticas são muito diferentes: a democracia em Cuba dos tempos dos Castros era bem mais férrea e feroz que a do tempo de Batista.

Podia falar de outras, mesmo por cá, por este cantinho à beira-mar plantado, e chamar à colação o período vivido entre o 29 de Setembro de 1974 e o 25 de Novembro de 1975 para deambular entre a teoria e a prática ultraditatorial da esquerda mesquinha e raivosa. E de outras “esquerdas” …

Costa é um exemplo disso. À semelhança de Soares para quem “democracia é pensar como eu penso”, e embalado pelos conceitos e atitudes de Sócrates, está a quere tornar-se num reizinho bonacheirão, a rir pela frente e a rir-se por trás; ou seja, ri para quem o escuta e ri-se, no íntimo, dos patetas que acreditam nas promessas que, sabe, não vai cumprir.

Ciente do quanto pode enquanto tiver consigo o BE e o PCP, dá uma no cravo e outra na ferradura, como sói dizer-se, com a imprensa, na sua maioria engajada, vedeteia-se em aparições contínuas, bolçando ideias ocas e destemperadas.

E ai de quem o contraria! O reportes da rádio Renascença que, em directo, lhe fez uma entrevista que o diga!

Abominável a atitude de o calar; amostra perfeita da “democracia” que se terá no país acaso – longe vá o agoiro - se alguma vez tiver uma maioria absoluta nas legislativas.

O país afoga-se em dívidas com os números do INE a merecerem dúvidas; Coimbra tem vindo a ser desvalorizada.

Areia para os olhos à farta, até quando? Espero reviravolta rápida.

Democracia? Vamos lá a ver oque vai acontecer na Catalunha, e como Merkel vai desenrolar o novelo em que está enredada. Na França…

De Salvador e Castro, o Zé, não falo. Nem da Catarina ou da Marisa de Alcoice.

Valha-nos a Universidade! Enquanto por lá não acontecerem Costas nem Machados.

 

ZEQUE