Editorial 31-03-2018

Tempo incomum 

Faz hoje quatro semanas que, vindo do funeral do falecido João Costa (RIP, bom amigo) me estatelei ao comprido no estacionamento de um centro comercia, que, fruto das chuvadas copiosas, se encontrava cheio de humidade, água e óleo.

O tempo passou célere, e, não fosse a reabilitação correr devagar, muito devagar par mim e para quem me dá apoio às várias insuficiências que me tornam dependente de outrem, pareceria que tudo acontecera ontem.

No entanto, muita água correu sob as pontes do Mondego, enchendo, quem sabe, novamente de areia o seu leito, ainda não há muito esventrado.

A casa chegam-me notícias diversas, a última das quais a do encerramento do café Angola, mais uma machada no comércio da baixa, café por onde chegaram a passar largas dezena de pessoas diariamente.

A baixa mingua, e ninguém com responsabilidades faz o que quer que seja para inverter a degradação. Por muito que custe a alguma, não é gestor quem quer mas apenas quem sabe; ou, talvez melhor, quem consegue antever o futuro, de que é exemplo municipal o muito saudoso dr. Mendes Silva.

Coimbra uma cidade de serviços? Sim. Mas, e por que não, uma cidade de indústrias limpas, de ponta?

Paula Pêgo, aventou há pouco a ideia de trazer para Coimbra o Tribunal Constitucional. Quem a apoiou? Será que a edilidade não tem mais que ineptos no seu seio?

Não sei se é de rir se de chorar, mas uma coisa é certa: Viseu está a fazer força pela melhoria da rede viária do Centro, Viseu a ”apetecida” por Aveiro e Porto. Sirénios em movimento; e, no entanto, contrariando, a assembleia Municipal de Viseu aprovou uma moção que, sob o ponta de vista rodoviário, exige obras urgentes no IP3, que liga as cidades de Viseu e Coimbra, e uma clarificação do (des)governo do país quanto a uma possível autoestrada em vez do IP que Machado pretende.

O futebol português está podre: os escândalos sucedem-se e o governo mantém-se impávido; a nível de políticos, os “azares” acontecem a torto e a direito, não havendo “bicho” que escape; Costa, inchado que nem um ovo, continua a “sofismar” a-torto-e-a-direito, contrabalançado pelo inefável Centeio, que se não cansa de “falaciar” os “números”, o que o povo português não consegue enxergar.

Machado, deslumbrado com a sua Cindazunda, trava o progresso da cidade. Coimbra ganhava muito se ele passasse a pasta da governação.

Boa Páscoa. Saúde e Paz.

ZEQUE