Coisas do arco-da-velha
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Coisas do arco-da-velha |
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Há coisas assim. Enquanto as novas não forem velhas, o que é destas escapa-lhes. Também há dias assim, com cheiros bons e maus, com apetites uns, e nojos, outros. Há! Há-os tão prenhes de informação, por vezes duvidosa, que a gente fica com a tola perturbada, isto é, se a tiver, porque, verdade seja dito. Muito boa gente que por aí saltita, por vezes saltanica, aparenta não ter dez réis de entendimento. Há, repito, dias assim, tão impregnados de informação e contrainformação, que o mais difícil dar preferência a um ou dois temas apenas, três no máximo, capazes de encherem a alma dum pobre vivente que só quer viver em paz e sossego. Paz e sossego? Por onde é que isso anda? A derrota da extrema-direita austríaca, com a vitória do candidato independente, que já foi “verde”, teve mais impacto que a vitória de Trump, como se nesta nossa Europa, corrupta e empobrecida, alguém ainda se possa preocupar com a extrema-direita e esquecer a extrema-esquerda, qual delas, não sei nem vou opinar, a mais perigosa. Outro assunto, “parangonal” – parece que ainda não vem nos dicionários -, foi a derrota de Matteo Renzi no referendo sobre a reforma constitucional em Itália, com a oposição a pedir novas eleições rapidamente, esperançada numa geringonça à italiana. Parece, contudo, que, daí, podem tirar o cavalinho da chuva: o PR de lá, que não é de afectos nem de abraços, não vai em cantigas, pois o partido democrata tem a maioria no parlamento. Ofuneral de Fidel Castro transformou-se numa odisseia, com as cinzas a darem a volta à ilha, numa espécie de não vêm até mim, vou eu até vós, com quase sempre as mesmas caras no cortejo fúnebre. Deve vir por aí muita “latada”. Mas não das festas académicas.
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