DIFERENDO POUCO MADURO

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Nicolás Maduro acusou os portugueses de "sabotarem" o fornecimento do típico prato de Natal venezuelano. Empresas portuguesas reclamam 40 milhões de euros do pagamento de 2016

Uma das empresas que fornecia pernil de porco ao Governo venezuelano, a Raporal, enviou hoje um esclarecimento ao DN, na sequência da acusação do Presidente venezuelano Nicolás Maduro sobre "a sabotagem" portuguesa no fornecimento da carne durante esta quadra natalícia. ""É a Venezuela que não tem cumprido pontualmente as suas obrigações de pagamento dos fornecimentos realizados em 2016", refere a empresa.

No comunicado, a empresa, sediada no Montijo, esclarece que "a Agrovarius, empresa do Grupo da Iguarivarius, vendeu em 2016 para o Governo venezuelano, ao abrigo de um contrato, 14 mil toneladas de carne num valor de 63,5 milhões de euros.

Para que fosse possível cumprir o contrato, a Agrovarius terá contratualizado esse fornecimento com várias empresas, entre elas a Raporal. "Deste contrato, estabelecido em 2016, ainda permanece pendente de pagamento cerca de 40 milhões de euros, dos quais 6,9 milhões de euros dizem respeito ao cumprimento do pagamento à Raporal", esclarece a empresa, que adianta estar a receber "de forma parcelar valores a abater na conta corrente referente a este contrato, sendo que a última ocorreu em agosto de 2017".

Como se vê, Maduro, além de explorar o povo da Venezuela, que da abundância tem vindo a  caminhar para a miséria, deve querer que os portugueses também trabalhem para ele.

Caloteiro, deve ter obtido a garantia por parte do PC e do BE de que os portugueses de cá iriam ajudar os que lá estão imigrados, agora sujeitos a retaliações.

Face ao que poderá vir a acontercer aos portugueses radicados na Venezuela e aos que lá se encontram em turismo, o melhor é a geringonça mandar lá representantes do BE e do PCP para descalçarem a bota.

Para agradar a Maduro, D. Catarina Pombinha deverá, à semelhança da raríssima senhora “e Costa”, comprar um vestido de dois mil euros, no mínimo.

Não há dúvida: o governo da geringonça arranjou mais um sarilho de todo o tamanho, que tão cedo não cairá de maduro; pode é dar muito sangue.