E Agência não veio!

 

 “Somos um país pouco influente pela dimensão que temos”. É desta forma que Eurico Castro Alves, ex-presidente do Infarmed e uma das principais figuras da candidatura do Porto à Agência Europeia do Medicamento (EMA) reage ao afastamento da Invicta na corrida à sede da EMA, após o anúncio de terem passado à segunda fase as cidades de Milão, Amesterdão e Copenhaga.

Eurico Castro Alves explica que a sua reacção é a título pessoal dado que a comissão nacional de candidatura de Portugal à EMA é hoje extinta. “Nós somos um país de pequena dimensão. Sabíamos que a nossa influência política no contexto europeu era reduzida”, afirma este responsável, salientando que “esta perda não é nenhum drama ainda que não escamoteando que tinha um grande impacto económico para o país”.

Segundo este representante da candidatura do Porto à EMA, Portugal “esteve entre os cinco melhores dos 19 candidatos na adequação técnica e no cumprimento dos requisitos técnicos da EMA que regula a indústria farmacêutica europeia e que vai deixar de operar na capital britânica na sequência do Brexit.

“A escolha não foi em função dos países que estavam tecnicamente mais bem preparados, mas em função dos jogos de influência entre os países da UE. Este é um factor que não controlamos”, explica Eurico Castro Alves, realçando que o Ministério dos Negócios Estrangeiros “foi incansável no sentido de angariar votos, mas Portugal pela sua dimensão não tinha nada para a troca”.

Era de esperar. Quando se viu que o governo, quer dizer, a geringonça, abdicava da fidalga Lisboa a favor da proletária Porto, adivinhava-se que os governantes, com a conivência do edil lisboeta Medina, estavam a enfiar um “tomate” na virilha do peneirento Rui Moreira, que, no caso, é o único perdedor.

Segundo zunzuns que cheguem de Bruxelas, se o governo tivesse indicado a cidade de Coimbra, a vitória seria certa. Mas como Costa, Machado e aboletados preferem jogar na negativa, o país perdeu a oportunidade de captar uma Agência não política de grande prestígio, a EMA.

Pensando bem, Machado entendeu que EMA por EMA bastava ele para pôr a cabeça debaixo da areia. Que vai sair do rio não se sabe bem quando…

 

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Interpretação socialista

A Agência Europeia do Medicamento não irá para o Porto. Mas - dizem - foi uma vitória moral.

Como nos tempos da Selecção antiga …