O Selo

O selo em hebraico do governador de Jerusalém, recentemente anunciado, e datado de cerca de 700 a.C.: genuíno ou falsificação, não sabemos (ainda). Nem interessa. Para o caso em apreço, tanto faz.

O que interessa são alguns comentários de tugas aqui no Facebook, dos que entram amiúde em estado de negação muslima (ou unescica), por causa do seu anti-semitismo. Por exemplo, leio esta observação, a qual admite de forma implícita que o selo é genuíno: "E depois? Isso não prova nada, só prova que alguém passou por lá e escreveu algo em hebraico." Ou esta outra: "Não quer dizer que os israelitas tenham direito à cidade, afinal também há moedas árabes em Silves. E até moedas inglesas em Gaia."

Por vezes, chego a pensar que Deus (se existe) inventou o Facebook para testar a minha fé na inteligência humana. Mas depois penso melhor e concluo que ... bah, não foi o Facebook que o senhor dos céus e dos infernos inventou com esse propósito: foram os discursos de António Costa.

Estes sim, é que põem em causa a minha fé na espécie. E não é líquido que ela resista à provação.

José Costa Pinto