O sonho da livre circulação no Mundo!

 
*Grande confusão!*

*Sonhar com a liberdade de circulação por qualquer local além fronteiras,
parece-me comum ao comum dos mortais. A realização deste lindo sonho
esbarra, desde logo, com a possibilidade de obter as sapatilhas.*

*O haver partidos que colocam, à sua maneira - explorando - a confusão dos
sonhadores nos seus programas eleitorais, não os legitima para comprometer
o país com propostas indefinidas, apenas sonhando de boca aberta perante
uma plateia - "comum elefante no meio da sala" - que têm oportunidade de
influenciar, ávida de obter privilégios de "mão-beijada".*

*E se esse partido nem sequer ganhou as eleições, não parece ser a
negociação de uma base de apoio parlamentar para formar e suportar
um governo que lhe concede tal legitimidade.*

*Os compromissos do país na comunidade internacional, em espaço
influenciado e que pode ser plataforma de influências mais alargadas, não
podem, nem devem, prescindir de um debate prévio e aprofundado, sobre
todas, **mas mesmo todas**, as vertentes dos propósitos que tal sonho pode
abarcar. E, debate não houve, nem está em curso ou, se começou foi fora de
portas.*

*Envolver o Presidente da República neste cenário foi oportunismo
(consentido???!!!)!*

*Sande Brito Jr*

O sonho da livre circulação na CPLP
01 DE NOVEMBRO DE 2016*  00:03*
*Anselmo Crespo (TSF), em Brasília*

O primeiro-ministro, António Costa acompanhado pelo ministro Nos Negócios e
Cooperação de Moçambique, Oldemiro Baloi durante a XI Cimeira da CPLP em
Brasília, no Brasil

  |  ANDRÉ KOSTERS / LUSA

*Anselmo Crespo (TSF), em Brasília*

*O objetivo é ambicioso e difícil, todos o assumem. Mas é essa a vontade do
Governo português no médio, longo prazo.*

No limite, Portugal gostaria de criar uma espécie de espaço Shengen na
Comunidade de Países de Língua Portuguesa. Mas, para já, não foi isso que o
primeiro-ministro António Costa apresentou na XI Cimeira da CPLP, em
Brasília. Na intervenção que fez aos nove membros permanentes, António
Costa referiu-se apenas à autorização de residência, à portabilidade dos
direitos sociais e ao reconhecimento dos diplomas académicos. A livre
circulação, sendo desejável, até porque, diz o primeiro-ministro, "é
essencial que a CPLP se enraíze nos cidadãos e há uma coisa fundamental
para que isso seja possível que é podermos circular livremente na CPLP".

Para já, António Costa considera urgente a questão dos vistos de residência
por considerar que se trata de uma coisa "básica e essencial. Era muito
importante que isso se pudesse fazer já". O primeiro-ministro lembra os
portugueses que nos últimos anos foram trabalhar para países como Angola e
Moçambique, para justificar esta urgência mas dá outros exemplos. No caso
do reconhecimento dos cursos superiores, António Costa recorda as
dificuldades que os dentistas brasileiros tiveram em ver reconhecidos os
seus cursos, quando emigraram para Portugal ou os problemas que os
engenheiros portugueses encontraram no Brasil que também não quis
reconhecer essas licenciaturas.

Para já, Presidente da República e primeiro-ministro garantem que não
encontraram nenhuma resistência, mas a discussão ainda agora começou.