ONU exige investigação à morte de 40 crianças no Iémen

O Conselho de Segurança das Nações Unidas e o Secretário-geral da ONU, António Guterres, exigem "uma investigação credível, transparente" e "independente" ao ataque de quinta-feira contra uma zona de mercado na cidade de Saada, no Iémen, que atingiu um autocarro escolar.

A mais recente atualização de vítimas pelo ministro da Saúde do governo rebelde houthi no Iémen dá conta de 51 mortos, incluindo 40 crianças, e pelo menos 79 feridos, entre eles 56 crianças.



Depois da condenação logo na quinta-feira pelo Secretário-geral da ONU, esta sexta-feira o Conselho de Segurança reuniu-se à porta fechada e os membros do organismo foram informados dos detalhes deste trágico ataque.

A reunião foi convocada a pedido de Bolívia, Holanda, Peru, Polónia e Suécia, todos membros não-permanentes do conselho.

A embaixadora britânica na ONU e atual presidente do Conselho de Segurança, Karen Pierce, anunciou a conclusão da reunião: "Os membros revelaram uma grande preocupação por este e outros ataques ocorridos no Iémen, e pediram uma investigação credível e transparente."

O mesmo já havia sido pedido antes de forma unilateral pelo Estados Unidos, país que apoia a coligação liderada pela Arábia Saudita no combate às milícias houthis, por sua vez apoiadas pelo Irão.

Imagem e notícia - Euronews

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