Operação Fizz ou Fizeram?

 

O superjuiz Carlos Alexandre e a procuradora Cândida Almeida foram intimados a testemunhar em tribunal no julgamento da Operação Fizz, que envolve o ex-vice-presidente angolano, Manuel Vicente.

Conforme conta a imprensa que se dedica a contar tudo, mesmo que “fake news” – que raio de expressão para dizer notícias “fabricadas” -, o julgamento começa segunda-feira. Cândida Almeida, que é hoje magistrada do Supremo Tribunal de Justiça, tem o seu depoimento agendado para quarta-feira. Já o juiz Carlos Alexandre está previsto que testemunhe na segunda-feira da semana seguinte.

Rosário Teixeira, que sucedeu a Cândida Almeida no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), e o advogado Proença de Carvalho também serão chamados a depor no âmbito deste julgamento. Pelas funções que exercem, Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, e o procurador-geral da República de Angola vão depor por escrito.

Já Manuel Vicente, suspeito de ter dado dinheiro ao procurador do DCIAP Orlando Figueira para que este travasse processos de branqueamento de capitais em que o ex-governante angolano era suspeito de estar envolvido, não estará presente no julgamento. Angola recusa-se a notificar Manuel Vicente por entender que este tem imunidade. O caso tem abalado as relações entre Portugal e Angola, com o presidente João Lourenço a considerar “uma ofensa” a decisão de Portugal de manter o processo na justiça portuguesa.  

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