Presidente ucraniano declara estado de exceção no país

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 O Presidente ucraniano, Petro Poroshenko, declarou na segunda-feira passada o estado de excepção em todo o país, depois de a Rússia ter atacado e impedido a circulação de três dos seus navios no mar Negro.

O estado de excepção estará em vigor até 25 de janeiro de 2019, embora possa ser levantando a qualquer momento, consoante eventuais progressos da situação, explicou o Conselho de Segurança Nacional e Defesa da Ucrânia. O acordo assinado por Poroshenko terá ainda de ser aprovado pelo Rada Suprema (Parlamento ucraniano) e não implica obrigatoriamente uma mobilização de tropas.

O ataque aos três navios ucranianos deu-se no domingo no Estreito de Kertch, que liga o mar Negro e o mar de Azov, e separa a Crimeia (anexada pela Rússia em 2014), a oeste, da península de Taman, a leste. São águas consideradas partilhadas, conforme veio estabelecer um acordo assinado pela Rússia e Ucrânia em 2003.

Segundo Moscovo, os referidos navios militares (“Berdyansk”, “Nokopol” e “Yani Kapu”) violaram a fronteira com a Rússia e cometeram “ações ilegais nas águas territoriais russas”. Os serviços de segurança da Rússia (FSB, antiga KGB) deram conta de três feridos que já terão recebido tratamento médico e cujas vidas “não estão em risco”.

Também fizeram saber que os referidos navios receberam ordens para abandonar a zona mas que se terão recusado a fazê-lo, efetuando uma “manobra perigosa”. Já a Ucrânia, por sua vez, denunciou “um ato agressivo da Rússia visando uma escalada premeditada” nesta região e afirmou que estavam, no momento do incidente, 23 ucranianos a bordo e que seis deles ficaram feridos. Também referiu que Moscovo tinha sido previamente informado sobre as deslocações dos navios.

Depois do ataque, os navios prosseguiram caminho mas foram depois bloqueados por um petroleiro ao aproximarem-se da chamada Ponte da Crimeia ou Ponte de Kerch, que na verdade consiste em duas pontes paralelas construídas pela Rússia.

O incidente veio aumentar a tensão entre a Rússia e a Ucrânia – e isto porque há vários anos que os exércitos dos dois países não entravam em conflito direto, embora as forças ucranianas tenham vindo a lutar contra os separatistas apoiados por Moscovo no leste do país. Também provocou outro tipo de reações, nomeadamente por parte da população. No final da tarde de domingo, cerca de 150 pessoas reuniram-se em frente à embaixada russa em Kiev em protesto contra o sucedido. Um carro da frota da embaixada terá sido, além disso, incendiado, segundo a “BBC”.

Putin está mesmo a pedi-las, só que ninguém ter coragem de dar o primeiro passo.

Imagem retirada da net