Robot explorador de minas submersível tem tecnologia portuguesa

 

Cientistas portugueses do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESCTEC), no Porto, participam num projeto europeu - Unexmin - que concebeu o primeiro robô capaz de explorar minas submersas.
É o primeiro sistema de robôs do mundo submersível, com 60 centímetros de diâmetro, capaz de operar no subsolo até 500 metros de profundidade, de forma totalmente autónoma e sem controlo remoto, de modo a estudar e explorar minas terrestres inundadas.
Na prática, o sistema Explorador Robótico (UX-1) propõe-se fazer um mapeamento 3D da mina, de modo a recolher informação geológica que não pode ser obtida de outra forma. Isto porque, geralmente, os segmentos inundados das minas estendem-se até grandes profundidades e o acesso é demasiado perigoso para mergulhadores humanos.
Em março deste ano começaram os primeiros testes na mina de quartzo de Kaatiala, na Finlândia. Seguem-se explorações na mina da Urgeiriça, em Viseu, e, mais para o final do ano, o robô avança para a mina de mercúrio de Idrija, na Eslovénia, que chegou a ser a maior produtora de mercúrio do mundo e é hoje Património Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO).
Para 2019 estão previstos testes na mina de cobre de Deep Ecton, considerada a maior produtora de cobre no século XVIII e a mais profunda do Reino Unido, mas inativa desde o final do século XIX.
Para além de poder explorar minas submersas, o robô pode ser usado em operações de socorro e missões de avaliação de riscos ambientais.
Colaboram neste projeto, financiado pelo programa europeu Horizonte 2020, 13 organizações de sete países europeus. Em Portugal, além do INESC TEC, participam também empresas de exploração e recuperação mineira.
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