TEMER ou NÃO TEMER, eis a questão
Não é “to be or not to be” e muito menos “T0bias ou não Tobias”. A questão que se punha era TEMER, sim ou TEMER, não. E a questão para já está resolvida, se é que no Brasil de hoje, anárquico e contestatário, malandro e corrupto, se pode dar algo por adquirido. Que o digam os amigos de Sócrates, Vilma e Lula; ou, na inversa, Lula e Vilma.
Uma coisa é certa: os juízes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do Brasil decidiram, na sexta-feira passada (já madrugada de sábado em Portugal), por quatro votos a favor e três contra, absolver a coligação de Dilma Rousseff e Michel Temer, mantendo o chefe de Estado no cargo.
O processo foi limpo, a sentença é que foi tomada à tangente. Claro que por um voto se ganha e por um se perde, e se tivesse sido ao contrário – condenação – não teria sido à tangente mas sim por secante…
O juiz relator do processo que correu esta semana no TSE para determinar a cassação ou não do mandato do presidente Michel Temer pronunciou-se a favor, mas não viu a sua versão respaldada – os brasucas gostam muito deste termo - numa necessária maioria simples dos sete juízes.
Em causa está a acusação de financiamentos ilegais da candidatura conjunta de Dilma Rousseff (Partido dos Trabalhadores, PT) e Michel Temer (Partido do Movimento Democrático Brasileiro, PMDB), às presidenciais de 2014, feita pelo candidato derrotado, Aécio Neves, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB).
Na verdade, TEMER (ou TÉMER?) tinha razão para andar a anunciar aos quatro ventos – se fosse Costa seria aos oito ou aos dezasseis – que não renunciava ao (en)cargo, aprestando-se, agora, para lançar uma nova versão do “Daqui não saio, daqui ninguém me tira”.
TEMER e TREME têm as mesmas letras, só a ordem por que se escrevem difere, pensamos; e vem-nos à cabeça da cigana a defender um dos seus: “Quem não deve não treme” TEMER, sim, também não TREME
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