TUDO SUJO


TUDO SUJO
Que desastre de candidatos. Quando me refiro a Trump, digo normalmente trampa, um desvio de linguagem que, no meu entender, lhe assenta bem; a imagem de Hillary, abadalhocada envia-me os pensamentos para as manganas que bancam ali para os lados do largo das Amei-as. Não que a senhora, obviamente, nos permita leituras nesse sentido ou, que se saiba, mantenha poiso em um qualquer alcoice.
Enfim, não gosto nem de um nem de outra; além disso, como a coisa é assunto interno dos USA, não vou abusar de leituras vígaras, nem intrometer-me em moralidades ou imoralidades consoante o ângulo de visão consuetudinário.
Duma coisa tenho a certeza: com vídeos ou sem vídeos; da divulgação ou não de mails ou das boutades negras de um e outra, a luta pela presidência dos estados unidos vai continuar acesa, para, no fim, o desbocado ganhar as eleições, o que, além de ridículo, poderá lançar o país e o mundo no caos.
Parte do povo americano, cheio das tibiezas dos “Clinton” e dos “Obama”, anseia por um salvador; e o “salvador” que se antevê no horizonte, embora “cheire” mal, promete erradicar aquilo que o trampa considera escória da sociedade; em Hillary vota-se a estabilidade de uma paz interna a cair de podre.
Para mal dos meus pecados e do mundo, diz-me uma unha que tem o condão de adivinhar, Trump vai limpar as eleições e o mundo dará uma grande reviravolta, dividido à maneira de adaptado tratado de Tordesilhas; Hillary, apesar das sondagens, é águas passadas, e uma nova ordem mundial vai surgir.
Oremos aos deuses para que não!
(Calma: só escrevi isto para “acagaçar” uns tantos ou quantos que andam por aí a julgar que a vitória da mulher traída – ou atraída – está garantida. Apesar das aparências, os americanos não deverão ser assim tão atrasados)
