UM CONFLITO NA SOMBRA

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A batalha entre Israel e Irão na Síria prolonga-se há meses, mais ou menos incógnita. Mas intensificou-se: esta quinta-feira, Israel retaliou contra alvos militares iranianos na Síria depois de acusar Teerão de ataques. Decisão de Donald Trump de abandonar acordo nuclear com o Irão terá contribuído para a escalada de tensão. A comunidade internacional agita-se, Israel fala em “tempestade” contra a “chuva” e o Irão garante que uma eventual guerra vai mudar o mundo

 

 “Se houver uma guerra por parte de Israel, a situação do mundo vai mudar”: um conflito na sombra

Na noite de quarta-feira, dia 9 de maio, Israel acusou o Irão de disparar 20 morteiros sobre os Montes Golã. “Esta foi a primeira vez que Israel acusou diretamente o Irão de atacar a partir do território sírio desde o início da guerra civil em 2011”, afirmou pouco depois um correspondente da Al Jazeera. Para Harry Fawcett há dois caminhos: “[Essa acusação] ou vai impedir ou vai convidar à escalada [de tensão] do outro lado, agora que essas coisas estão em andamento. A escalada acidental em direção a esses conflitos é sempre uma possibilidade”, explicava.

O ataque, garantiu um porta-voz militar israelita, causou danos “mínimos”, pois terá sido interceptado pela defesa antiaérea israelita. E obteve resposta. Algumas horas depois, Israel levou a cabo uma ofensiva visando, informava o mesmo porta-voz, serviços de informação, logística, armazéns e veículos. Como o sistema antiaéreo sírio foi ativado, Israel informou que alguns alvos militares daquele país acabaram por ser atingidos também. De mão dada com os mísseis, um aviso do ministro da Defesa de Israel: “Eles devem ter presente o ditado que diz que ‘se nos molham com chuva, nós fazemos cair uma tempestade por cima deles’. Espero que este episódio esteja fechado e que eles tenham compreendido”.

O presidente da Comissão de Política Externa e Segurança Nacional do parlamento iraniano esteve esta quinta-feira de tarde em Lisboa e condenou os ataques israelitas. "Começou hoje um jogo perigoso", admitiu Alaeddin Boroujerdi, numa conferência de imprensa na embaixada do Irão. Esta ofensiva, diz Boroujerdi, serve para "desviar a opinião pública da atitude do presidente norte-americano por ter saído do acordo nuclear". Ou seja, será uma manobra de diversão. E sentenciou: "Se houver uma guerra por parte de Israel, a situação do mundo vai mudar".

Vítima constante dos ataques árabes, especialmente dos terroristas iranianos, Isarael sabe como defender-se e atacar. A ver vamos, contudo se, mais uma vez, não será a europa a pagar as favas…

Imagem - Público