UMA DEMOCRACIA (A)SÉRIA(O)

 Scott-Morrison2.jpg

Quando um Chefe de um Governo, um Presidente da República ou um Rei/Rainha, conforme o sistema político, vem a público apresentar desculpas aos Cidadãos e ao País em abstracto, estamos perante uma Democracia a sério ou uma Democracia séria...

“Hoje, como nação, estamos confrontados com o nosso falhanço em ouvir, acreditar, e providenciar justiça”, disse o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, no Parlamento.

E citando o "Público":

 

"Este tipo de pedidos de desculpa nacionais está reservado a situações onde o Estado tem uma responsabilidade flagrante em delitos graves".

 

Não se ficou por aí, o Chefe do Governo de Camberra: “Os crimes de rituais abusos sexuais aconteceram em escolas, igrejas, grupos de jovens, escoteiros, orfanatos, lares de adopção, clubes desportivos, instituições de caridade, e também em casas de família”, continuou Morrison, num discurso que, segunda relata a comunicação social, emocionou muitas das vítimas presentes no Parlamento.

É este assumir de culpas que tem faltado entre nós, em Portugal.

Os responsáveis, a maioria, desviam-se dos "pingos da chuva" para não ficarem molhados ou, e como se diz na gíria", "assobiam para o ar". E defendem, quase sempre, colegas e amigos...

 

É esta Democracia, sã, objectiva, adulta, séria, credível e participativa que faz crescer as Nações e os Povos.

É assim que se constroem Países e se lhes dá futuro.

Mesmo que, e quem tenha cometido esses crimes seja servidor da Igreja Católica e de Instituições Religiosas ou outras.

"Doa a quem doer" - dizia, dias atrás, o PR Portuguesa por causa do caso de Tancos.

E sobre os incêndios que mataram mais de uma centena de gente nossa?

E sobre tanta bandalhice que abalada o Estado Democrático e de Direito ?

Esta voz límpida, afoita e sem dó nem piedade, porque se tratou de uma falha do Estado, o australiano, é de louvar e credibiliza uma Nação.

Bendito Primeiro Ministro que exerce - e bem - o seu mister.

Imagens retiradas da net

António Barreiros