À deriva
À DERIVA
Navego no mar alto do sonho e da ilusão
como um barco à vela
à deriva,
sem timoneiro
ou sextante,
que me dê rumo
ou direcção...
Corto o vento.
Rasgo as ondas do pensamento.
Abraço as cordas duma guitarra,
Cumpro o fado,
Meu destino errante...
Mergulho no silêncio da noite...
Alimento meus sonhos
devaneios,
Com as luzes da cidade
Musas do meu canto!
Envolta nas velas brancas do meu barco
Procuro respostas às dúvidas
que fermentam,
nas noites de insônia e reflexão:
A minha existência...
O universo...
A redenção...
Mas a noite faz mais poderosa
a minha inquietação...
Ao clarear o dia,
Retomo o rumo certo.
Ao leme da embarcação,
enfrento
As marés,
A exaustão!
Manuelavazdecarvalho 2016
