A GREVE DOS MÉDICOS

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*Os médicos são profissionais como quaisquer outros, em termos dos direitos
que a CRP a todos confere. Mas, o código ético dos médicos, pela natureza
da profissão, trava o recurso à greve. Por isso, não são tão frequentes as
greves dos médicos, quanto as realizadas noutros sectores de actividade,
tenhamos ou não as correntes políticas em presença.*

*Esta greve dos médicos resulta, essencialmente, da falta de reformas.*

*Não das reformas antecipadas, demasiadas, a que os médicos tiveram que
recorrer. Trata-se, sim, da falta de reformas na administração pública,
nunca feitas, onde se encontra, também, o SNS.*

*O SNS necessita de reformas urgentes. Para benefício dos Utentes que
precisam de médicos que se sintam bem no respectivo posto de trabalho, até
para ensinarem aos novatos o que ficou por aprender nos cursos encurtados
ou, para não terem que emigrar.*

*Também é verdade que pagar todas as horas extraordinárias que são feitas
pelos médicos, no SNS, coloca, preto no branco, a infracção à lei aplicável
a todas as entidades patronais. *

*Será que o aparelho do Ministério da Saúde facilita a vida ao Ministro e
aos médicos? E, aos Utentes, também contribuintes que o sustentam?*

*Mas, atenção, os médicos não são, nem serão, uma classe superior!*

*Sande Brito Jr*


[image: Expresso]
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[image: Bom dia, já leu o Expresso Curto] *Bom dia, este é o seu * Expresso
Curto [image: Henrique Monteiro]

Henrique Monteiro

Redator Principal

A *greve dos médicos*, que se prolonga por hoje, teve uma adesão de 90%
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dizem as organizações que representam os clínicos. E sim, estão dispostos *a
voltar à negociação amanhã*, apesar de sublinharem a “*incompetência do
Governo*” – mas não é amanhã que há tolerância de ponto? Eis algo a seguir
com atenção.