Ainda a saga da Avenida de Vila Real...

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 1 - Soubemos que o abate das árvores da Avenida se destinava a desimpedir a vista dos edifícios e a permitir que, entre outros, o edifício do antigo convento de São Domingos pudesse “dialogar” com o edifício fronteiro dos Marqueses de Vila Real. É conversa de arquitecto, mas foi assim mesmo que a coisa nos foi vendida. Os prédios passam a falar uns com os outros e todos com a estátua do Carvalho Araújo.

Concordo. E é por concordar e por reconhecer a necessidade de diálogo entre os prédios da Avenida que aqui publico a foto seguinte, que mostra a Pensão do Lopes, agora sem o estorvo da árvore que existia em primeiro plano, a conversar com a dita cuja estátua. Que ricas conversas se adivinham…

 

2 - . Outra sugestão ao senhor Presidente da Câmara de Vila Real, que deseja deixar a sua pegada na cidade: virar a Sé para a Avenida.

Muitas pessoas que visitam a nossa Bila ignoram que a Sé tem a sua parte de trás (o seu traseiro, digamos) voltada para os cidadãos. A frente da igreja está orientada para poente e faz face a um muro e a umas casas degradadas, que se alinham numa rua incaracterística e que corre, em desnível, para nenhures. Ninguém passa por ali. Tal é consequência de uma antiga lógica urbana, que caducou há setecentos anos. Está, pois, na altura de reorientar o mamarracho (a Sé é uma hipérbole, em verdade é apenas uma igreja antiga).

Ponhamos, então, a Sé a dialogar com algo digno: o Pelourinho e a Pastelaria Gomes. E o Big Bobs, que faz uns excelentes hamburguers. Vamos a isso? 

José Costa Pinto