BANDEIRA FALSIFICADA
BANDEIRA FALSIFICADA
Nunca como hoje se desrespeitou tanto a Bandeira Nacional. Passa-se num edifício nacional ou num momento e é vê-la dependurada na haste - a que alguns machistas, perdão, atrevidotes, chamam pau – rota e maltrapilhada.
Não é inédito vir a acontecer uma bandeira ser içada de pernas para o ar numa cerimónia oficial, que já o foi, tal como é observável quando, por um motivo importante, se ergue, envergonhada no alto ou no meio de um mastro “oficial”.
Já há anos, mais propriamente em 2013, a bandeira de Portugal na entrada da sede do Conselho Europeu, em Bruxelas – figas canhoto! – continha pagodes em vez dos tradicionais castelos. Foi um pagode, obviamente, mas os chineses aí estão em força, novos donos disto tudo.
Recentemente, no mortuário de Mário Soares, a bandeira, que cobriu a urna durante o cortejo fúnebre, exibia os castelos de porta aberta, ou sem porta, enquanto na verdadeira Bandeira Nacional estão cerradas, bandeira que, durante a noite e à sorrelfa, foi substituída por uma verdadeira.
Não se sabe a razão por que o caixão andou a passear a incorrecta e não, logo à partida, a dos castelos de porta fechada. Outrossim, na exibição dos castelos de porta aberta, difícil será interpretar – embora muita gente ande intrigada! – se a porta em falta é a da traição.
