BELISCOS!

BELISCOS!

Belisco-me. Não sei se ainda vivo neste mundo, ou num paralelo em que as coisas, porque espelhadas, aparecem com posicionamentos diferentes a que alguns chamam invertidos; talvez no da comédia, quiçá do folclore. Olho Marcelo, o D. Marcelo que D. Duarte Nuno “acusou” de estar a presidenciar, melhor, a governar como um rei, sem indicar qual, se D. Sebastião, D. Manuel, D. João II; ou, mais antes como diria o João Inácio, a pessoa mais conhecida na minha aldeia, D. Fernando ou D. Dinis.

Não, não consigo ver a comparação a qualquer um destes; menos a D. Afonso I ou D. João I; dos dois, D. Afonso foi mesmo o primeiro em tudo, e D. João, ao que parece, o primeiro bastardo.

Olhando em volta – em volta não vejo ninguém da gente dos “nós” – eu e a rainha – mas, descendo no tempo, encontro O D. Pedro I, um brincalhão que ia para a rua brincar com a garotada, dar umas apalpadelas por ali e por acolá, beber uns copos, rir e gozar, um justiceiro que, com algo de cruel, arrancou o coração a um nobre que, para o efeito, mandou vir da vizinha Castela, homiziado que por lá se perdia.

Não. Não, D. Marcelo é o presidente de um grupo folclórico, um aspirante à beatificação, um aspirante a  émulo de Madre Teresa de Calcutá, só que, em vez de missionário da caridade, começa a ser missionário da excentricidade, protector de aldrabeiros inconfessos.

Haja pachorra!

 

VERBO PRESIDENCIAR: em O Coninhas  21.12.05

eu escavaco

tu manelalegras

ele jerónima

nós louçamos

vós soarais

eles pereiraram