Bem prega S. Tomás!
*faz o que ele diz, não faças o que ele faz"*
*"Seja leal para consigo mesmo. Não altere o seu comportamento apenas para
contentar os outros."*
*Yogaswami*
*Sande Brito Jr*
Descrença na República? Culpa é "dos que se deslumbram com o poder"Marcelo
Rebelo de Sousa assinalou importância de voltar a defender, sem interesses,
os princípios da democracia. © Reuters
Política Marcelo Há 3 Horas
POR Andrea Pinto com Lusa
Num discurso de apenas sete minutos, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu o
porquê de haver cada vez mais pessoas descrentes na democracia e disse o
que ser necessário para que as pessoas voltem a ter fé na política
nacional. Isto porque, defende, "celebrar o 5 de outubro não é apenas
voltar a fazer dele um feriado".
“Porque razão ainda tantos portugueses desconfia dos políticos e escolhem a
abstenção?”, começou por questionar o Presidente da República, lembrando
tudo aquilo que representa o dia 5 de Outubro.
“Considerando que isso nada tem a ver com o facto de “preferirem a
monarquia”, Marcelo explicou:
“As razões da desconfiança têm a ver com cansaço com princípios vividos de
menos. Cada vez que um responsável público se deslumbra com o poder, se
acha o centro do mundo, alimenta clientelas, redes de influência… De cada
vez que isso acontece aos olhos do cidadão comum é a democracia que sofre é
o cinco de Outubro que empobrece”.
Posto, isto defendeu que “celebrar este dia não é apenas voltar a fazer
dele feriado ou recordar 1910, mas sim dar o exemplo constante de
humildade, proximidade, serviço aos outros mas com natural atenção aos mais
pobres, carenciados, excluídos ou injustiçados”.
"106 anos depois, o 5 de Outubro está vivo e o essencial da sua mensagem
ética não se esfuma no tempo", vincou.
Tal como estão vivos os princípios de que "todo o poder político é
temporário, não se transmite por herança", é "limitado e sujeito a controlo
por outro poder político e sempre pelo povo", acrescentou.
"Está vivo o princípio de que todo o poder político nasce do voto popular,
deve preocupar-se com a proximidade relativamente à fonte de legitimação,
cumpre uma missão ao serviço da comunidade, não é propriedade de ninguém,
pessoa, família, clã, classe, partido, grupo cívico, religioso, cultural ou
económico", disse, salientando que está igualmente vivo o princípio de que
"todo o poder politico deve evitar confusão ou promiscuidade com poder
económico".
E, continuou o Presidente da República, ao longo destes 106 anos a
República foi também 'aprendendo', nomeadamente a juntar a correção das
desigualdades à liberdade.
Tal como 'aprendeu' que separar as igrejas do Estado não é o mesmo que
impor padrões que neguem a liberdade de crença e de religião ou que "a
democracia sem autonomias regionais e locais, sem descentralização é uma
democracia fraca".
"Aprendeu de que pouco vale a liberdade e a democracia se as comunidades
que as integram num mundo cada vez mais global preferirem a guerra à paz, o
sacrifício dos direitos à sua garantia, o arbítrio de alguns ao respeito de
todos", vincou.
*"Seja leal para consigo mesmo. Não altere o seu comportamento apenas para
contentar os outros."*
*Yogaswami*
*Sande Brito Jr*
Descrença na República? Culpa é "dos que se deslumbram com o poder"Marcelo
Rebelo de Sousa assinalou importância de voltar a defender, sem interesses,
os princípios da democracia. © Reuters
Política Marcelo Há 3 Horas
POR Andrea Pinto com Lusa
Num discurso de apenas sete minutos, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu o
porquê de haver cada vez mais pessoas descrentes na democracia e disse o
que ser necessário para que as pessoas voltem a ter fé na política
nacional. Isto porque, defende, "celebrar o 5 de outubro não é apenas
voltar a fazer dele um feriado".
“Porque razão ainda tantos portugueses desconfia dos políticos e escolhem a
abstenção?”, começou por questionar o Presidente da República, lembrando
tudo aquilo que representa o dia 5 de Outubro.
“Considerando que isso nada tem a ver com o facto de “preferirem a
monarquia”, Marcelo explicou:
“As razões da desconfiança têm a ver com cansaço com princípios vividos de
menos. Cada vez que um responsável público se deslumbra com o poder, se
acha o centro do mundo, alimenta clientelas, redes de influência… De cada
vez que isso acontece aos olhos do cidadão comum é a democracia que sofre é
o cinco de Outubro que empobrece”.
Posto, isto defendeu que “celebrar este dia não é apenas voltar a fazer
dele feriado ou recordar 1910, mas sim dar o exemplo constante de
humildade, proximidade, serviço aos outros mas com natural atenção aos mais
pobres, carenciados, excluídos ou injustiçados”.
"106 anos depois, o 5 de Outubro está vivo e o essencial da sua mensagem
ética não se esfuma no tempo", vincou.
Tal como estão vivos os princípios de que "todo o poder político é
temporário, não se transmite por herança", é "limitado e sujeito a controlo
por outro poder político e sempre pelo povo", acrescentou.
"Está vivo o princípio de que todo o poder político nasce do voto popular,
deve preocupar-se com a proximidade relativamente à fonte de legitimação,
cumpre uma missão ao serviço da comunidade, não é propriedade de ninguém,
pessoa, família, clã, classe, partido, grupo cívico, religioso, cultural ou
económico", disse, salientando que está igualmente vivo o princípio de que
"todo o poder politico deve evitar confusão ou promiscuidade com poder
económico".
E, continuou o Presidente da República, ao longo destes 106 anos a
República foi também 'aprendendo', nomeadamente a juntar a correção das
desigualdades à liberdade.
Tal como 'aprendeu' que separar as igrejas do Estado não é o mesmo que
impor padrões que neguem a liberdade de crença e de religião ou que "a
democracia sem autonomias regionais e locais, sem descentralização é uma
democracia fraca".
"Aprendeu de que pouco vale a liberdade e a democracia se as comunidades
que as integram num mundo cada vez mais global preferirem a guerra à paz, o
sacrifício dos direitos à sua garantia, o arbítrio de alguns ao respeito de
todos", vincou.
