CAIXA GERAL DE DEPÓSITOS: Um enigma sem fim à vista

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Quem é o quem por que se escondem os buracos enigmáticos que a CGD tem? Que mistérios, mais que “misteriosos”, fazem com que se esconda o nome do – ou dos – possíveis corruptos que se “abotoaram com milhões de milhões de euros?

O ex-responsável pela direção de gestão risco da Caixa Geral de Depósitos, Vasco D'Orey - este nome faz lembrar qualquer coisa relacionado com Sócrates - perante uma pergunta do deputado João Marques sobre o projeto de crédito para a Quinta do Lago, sugeriu que

a parte final da audição da comissão parlamentar de inquérito à recapitalização e gestão da Caixa Geral de Depósitos decorresse à porta fechada, o que sucedeu pela primeira vez.

"Falamos disso à porta fechada? Nessa altura sou capaz de lhe dar uma explicação", disse Vasco D'Orey a João Marques, que tinha perguntado "como é que se explica" a inexistência de um parecer da DGR sobre a concessão de crédito inicial no "caso concreto da operação da Quinta do Lago". No regulamento da comissão parlamentar de inquérito está previsto que eventuais questões sigilosas possam fazer com que partes da comissão decorram à porta fechada.

Em 7 de março, o presidente da comissão, Luís Leite Ramos, aceitou a proposta de que, quando fosse requerido quer pelos deputados quer pelos respondentes, os deputados avaliariam e votariam se a questão era ou não digna de ser sigilosa.

Em substituição do presidente da comissão, que não esteve presente, o deputado Fernando Rocha Andrade acordou com os deputados presentes que a parte da audição à porta fechada decorreria no final da terceira ronda de perguntas dos parlamentares.

No meio disto tudo – ou do dono disto tudo que afinal não é salgado – o que é que se quer esconder?

Mais uma vez, tanto Marcelo, marcela, como Ti Celito do quizomba chutam para o ar…

Pobre país!