Caixa Geral de Depósitos

CGD MAQUILHADA

 

A gestão do dossiê da CGD vai entrar para os anais da história como uma das maiores trapalhadas, num cocktail mentiroso misto de ingenuidade, incompetência, falsidade e falta de noção de que não estamos sozinhos, uma novela que parece estar a chegar ao fim, com baixas e danos claros de credibilidade.

No ante-25 de Abril de boa e má memória, a “caixa” era o estabelecimento bancário de referência criado para tomar conta das pequenas poupanças, os tostões poupados com algum sacrifício com vista a suprirem qualquer percalço futuro de saúde ou outro. Os outros bancos, no dizer de Champalimaud, eram casas de negócio, sérias, que pediam dinheiro emprestado aos aforradores e o emprestavam bem a quem necessitava, isto é, com o mínimo de riscos de modo a ser reavido para que quem confiara nos bancos não corresse riscos de não o reaver em conjunto com os juros que haviam produzido.

Com Sócrates e os grupos de gestores pelos seus governos nomeados,, a Caixa, o BPN e o BCP serviram, apenas, para enriquecer os amigos, os lacaios e outros afins do sobredito cujo, pondo em desequilíbrio todo o sistema económico-financeiro do país. E o caos apareceu, com os contribuintes, mais uma vez, a servirem de escudo, perdão de euro(s) a uma instituição que sempre dera lucros e agora só altíssimos prejuízos.

Uma vergonha nacional que ora vai sofrer modificações; a vergonha de um governo desgovernado, sem rei nem roque, que vexa o povo com mentiras e mete o rabinho entre as pernas quando Bruxelas lhe puxa as orelhas; um governo que nomeou um sem número de administradores, a maioria sem competências bancárias e de interesses misturados.

A Caixa, que tantos mamaram até secarem as tetas, pode ser salva; e, possivelmente vai ser. Fica, no entanto, por resolver, o principal: quem beneficiou de créditos altíssimos, incobrados – por imparidades, nome chique, os designam agora! - e quem os autorizou.

Sim, é importante saber-se e fazer essa gente devolver o que chulou ou, só, abarbatou, Duvido, porém, que Costa e Centeno – o cevada e o centeio - tenham interesse nisso...