CASO DE POLÍCIA

 

 
*Também em números redondos, a nossa população é de 10 milhões.*

*O que significa que deixar sair, sem fiscalizar, 10.000 milhões, foi
sonegar a cobrança de impostos sobre 1.000 € por cada um dos portugueses
que se viram a braços com a maior austeridade que alguma vez lhes foi
imposta.*

*Imposta pelos mesmos que fecharam os olhos ou, não os tiveram abertos, não
cumprindo a legislação.*

*É caso para perguntar se poderá ter havido orientação superior para não
cumprir a legislação, porque as hierarquias servem para fazer cumprir,
funcionalmente, a legislação em vigor.*

*Não é só Paulo Núncio que, alegadamente, está visado. A orientação
superior pode, muito bem, ter sido SUPERIOR. E, não será de estranhar que
não tenha suporte em papel. À data já as tecnologias do correio
electrónico, de SMS, da conversação telefónica ou do encontro para tomar um
simples café, estavam disponíveis.*

*Não parece justificar-se a abertura de mais uma CPI. Está mais que provado
que não temos deputados especializados em inquéritos consequentes.*

*Parece, isso sim, tratar-se de caso de Polícia.*

*Sande Brito Jr*


*Bom dia, este é o seu * Expresso Curto
[image: Luísa Meireles]

Por Luísa Meireles

Redatora Principal

22 de Fevereiro de 2017
Foi a notícia que alimentou o dia político de ontem e que se mantém
hoje: *“Fisco
deixou sair 10.000 milhões para offshores sem vigiar transferências”*. Foi
divulgada
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logo pela manhã pelo Público e aconteceu entre 2011 e 2014. Os inspetores
das Finanças reclamam
<http://impresa.us9.list-manage1.com/track/click?u=8a4f8aa8fc09bb2c7e6a61ea6&id=f69e7a5ab8&e=9d9dd56c9c>
e os partidos querem saber tudo
<http://impresa.us9.list-manage.com/track/click?u=8a4f8aa8fc09bb2c7e6a61ea6&id=27b7a2bcee&e=9d9dd56c9c>
e ouvir o atual secretário de Estado e o anterior. Este, Paulo Núncio,
entrevistado pela Ana Sofia Santos, negou
<http://impresa.us9.list-manage1.com/track/click?u=8a4f8aa8fc09bb2c7e6a61ea6&id=610106e6f0&e=9d9dd56c9c>
e garantiu que as transferências foram inspecionadas. Ao Público, todavia, não
explicou
<http://impresa.us9.list-manage.com/track/click?u=8a4f8aa8fc09bb2c7e6a61ea6&id=017b10bd83&e=9d9dd56c9c>por
que não publicou as estatísticas dos *offshores*. Que nem de propósito, no
mesmo dia, o Ecofin decidiu avançar com mais medidas
<http://impresa.us9.list-manage.com/track/click?u=8a4f8aa8fc09bb2c7e6a61ea6&id=fae97e31ba&e=9d9dd56c9c>
contra a evasão fiscal. Hoje, o mesmo jornal alerta
<http://impresa.us9.list-manage.com/track/click?u=8a4f8aa8fc09bb2c7e6a61ea6&id=b899530f0c&e=9d9dd56c9c>
para o facto de *as novas regras para offshores estarem paradas há oito
meses no Parlamento*. E de quem é a culpa, apetece perguntar. Entretanto,
se puder e estiver interessado, na sexta-feira o TIAC (Associação Cívica
Transparência e Integridade) promove uma conferência sobre o tema da
tansparência fiscal no ISEG, em Lisboa.