CONTAS CÔR DE ROSA
Pergunto-me a cada instante - ou quase, nada de tantos exageros – como foi possível chegar-se ao ponto de os portugueses serem imigrantes no seu próprio país. Pergunto-me e não encontro qualquer explicação razoável.
Na verdade, fazendo-se bem as contas, e olhando-as criticamente , facilmente se concluirá que as grandes empresas, as que produzem bons dividendos, estão todas nas mãos de estrangeiros, que catapultam os chorudos dividendos para os seus países ou para offshores, o que empobrece cada vez mais este país que parece andar sob forte mau olhado. E o povo, calado, calado, ainda que não seja por distracção, continua a engolir as balelas propagandísticas de um primeiro, cevada, que promete e não faz, e faz o que não promete; ou seja, prometeu aumentar os vencimentos e NADA; e não prometeu aumentar os impostos e fê-lo em catadupa.
O país está, a passo largo, a caminho da pobreza extrema: o custo de vida sobe, o nível baixa; e cada vez sobra mais mês; as famílias – não lhes serviu de lição -voltaram a endividar-se. Triste fim nos espera-
