Conto sem sorrisos nem risos - continuação
Com muita sorte
Passaram-se uns tempos, e nova reunião de quadros intermédios. E os amigos voltam a encontrar-se.
Desta vez, o “lisboeta” apresenta-se num Mercedes descapotável, um carro de encher o olho, ou a vista se alguém se der mal com a frase do encher olho.
- Ena pá. Estás na grande, mesmo, não? Que grande carripana. Nem o administrador cá da casa…
- Sim, sim. Sou um homem com muuuiiitaaa sooorteee, muuuiitaaa sorte mesmo.
- Então?!!!...
- A minha mulher arranjou um emprego melhor. Sou mesmo um hoomeem com muuiitaa sorte. Agora trabalha em casa duns estrangeiros também a tomar conta das crianças. É um casal que viaja muito, viaajaa muito, muito, e ela até tem de passar muito tempo lá com as crianças. Às vezes nem vem dormir a casa. Eu nem me importo: pagam-lhe bem, pagam-lhe muito, muito bem mesmo. Por isso… a vida corre-nos bem. Sou mesmo um homem com sorte, com muuiitaa sorte mesmo. Se sou, se sou…
Combinaram e beberam mais uns copos depois da reunião…
E lá foi cada um à sua vida….
Continua um dia destes…
