CONVENTO DE CRISTO - PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE

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*Autorizar a utilização de PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE, como é o caso do
CONVENTO DE CRISTO, em Tomar, sem acautelar a prevenção de danos e
fiscalizar a respectiva utilização, parece, no mínimo, irresponsável.*

*Acontecidos os danos, há que apurar responsabilidades (os acidentes têm
responsáveis) e assegurar a indispensável reparação.*

*O sucedido deve, também, servir de exemplo para prevenir outras eventuais
situações em PATRIMÓNIO sob a alçada do Estado.*

*Sande Brito Jr*

*Convento de Cristo em Tomar **danificado** em gravações de filme polémico*
3 jun 2017 11:58
MadreMedia <http://24.sapo.pt/parceiro/madremedia>

<http://24.sapo.pt/vida/artigos/pedro-pinho-vence-premio-da-critica-internacional-em-cannes>

*Uma reportagem do programa “Sexta às 9” da RTP1 revelou ontem que o
monumento terá sofrido danos resultantes das filmagens ali realizadas para
o filme “O Homem que matou D. Quixote”.*

*O programa “Sexta às 9”, da RTP1, exibiu ontem uma **reportagem sobre os
danos causados no Convento de Cristo*
<https://www.rtp.pt/noticias/pais/covento-de-tomar-parcialmente-destruido-durante-gravacao-de-um-filme_v1005800>*,
um monumento que está catalogado pela UNESCO como Património da
Humanidade, na sequência da rodagem do filme **“O Homem que matou D.
Quixote” do realizador Terry Gilliam*
<http://24.sapo.pt/article/lusa-sapo-pt_2016_05_19_100418582_adam-driver-vai-protagonizar--o-homem-que-matou-d--quixote---produzido-por-paulo-branco>
*.*

Segundo o que foi relatado na reportagem, a produção fez uma fogueira de 20
metros no espaço do claustro D. João II, tendo para o efeito cortado
árvores e partido pedras centenárias.

Ouvida pela reportagem, a Direção Geral do Património afirmou que os
estragos foram um acidente. Por seu lado, a produtora do filme garantiu que
tudo estava autorizado. O convento foi arrendado por três semanas e o valor
pago terá sido de 172 mil euros.

"O homem que matou Dom Quixote" é um projeto antigo de Terry Gilliam (um
dos membros do grupo britânico Monty Python) e resulta de uma coprodução
entre Portugal, Espanha, França, Bélgica e Inglaterra, com um orçamento
total de 16 milhões de euros, dos quais 1,2 milhões de euros foram gastos
em Portugal.

A produção do filme chegou a contar com produção de Paulo Branco, mas o
realizador acabou por não concretizar a parceria alegadamente por problemas
de financiamento, optando a equipa por trabalhar com outra produtora
portuguesa, a Ukbar Filmes.

Paulo Branco e  Terry Gilliam têm uma guerra aberta a propósito do filme,
<http://24.sapo.pt/atualidade/artigos/paulo-branco-e-terry-gilliam-digladiam-se-em-tribunal-por-causa-de-o-homem-que-matou-d-quixote>
cujo episódio mais recente aconteceu há duas semanas com o produtor
português a acusar o realizador inglês de estar a fazer uma rodagem
"clandestina e ilegal" de "O homem que matou D. Quixote", afirmando que
detém os direitos do filme, já confirmados em tribunal.